Na passada quinta-feira, 12 de abril, o Tivoli Avenida Hotel foi palco de mais uma celebração da F Magazine Luxury, tendo recebido ilustres convidados para o cocktail do 3º aniversário da revista.

Num agradável final de tarde, o Tivoli Avenida Lisboa Hotel reuniu diversos diretores e marketeers de marcas premium que têm apostado na revista, bem como várias figuras públicas, entre as quais os modelos de capas de edições passadas, como Gonçalo Teixeira e Nayma Mingas, e da atual edição em banca, Luísa Beirão.



A Diretora da revista e empresária angolana Fátima Magalhães, aproveitou para agradecer, em discurso, o trabalho desenvolvido pela sua equipa e o apoio dos anunciantes que estão com a revista desde o primeiro dia.

O décimo primeiro número da F Magazine Luxury já está disponível, com duas capas, mas o mesmo conteúdo – Luísa Beirão nas bancas portuguesas e Pedro Hossi nas bancas de Angola.

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Mais uma ante-estreia a que fui, desta feita para um “filme pipoca”, como o definiu quem me convidou. De facto, é um filme de acção, sem grande história, mas este tipo de filmes que fazem subir a nossa adrenalina também nos fazem falta, para nos distrair e abstrair. Após o bem recente “Tomb Raider” (também da Warner Bros.), chega-nos mais um filme derivado de videojogos, neste caso, inspirado num com o mesmo nome, criado pela empresa norte-americana Midway Games. Realizado por Brad Peyton (o mesmo de "San Andreas" e "A Encarnação do Mal") e protagonizado por Dwayne “The Rock”Johnson, Naomie Harris, Jeffrey Dean Morgan, Joe Manganiello e Malin Akerman, “Rampage” é um filme de acção, aventura e muita destruição, onde o efeito XXL parece ter tomado conta. Pois, como o próprio slogan do filme indica: “big meets bigger”.

Davis Okoye é um primatólogo reconhecido que, nos últimos anos, se tem dedicado a acompanhar o crescimento de George, um gorila albino de personalidade dócil e inteligência superior. Apesar do interesse académico associado, a ligação emocional entre os dois vai muito além da investigação. Okoye acabou por adoptar George quando este era infante. Porém, quando ocorre uma experiência clandestina destinada, por obra do acaso, a um grupo de animais que inclui George, devido a uns recipientes caídos da atmosfera terrestre, Davis vê o comportamento do seu companheiro alterar-se radicalmente, mostrando sinais de grande agressividade e descontrolo. Ao que tudo indica, tal experiência provocou alteração no código genético de todos os animais em estudo, transformando-os em predadores gigantescos, altamente perigosos e astutos. Ao perceber que o seu amigo símio se tornou uma ameaça para os seres humanos e que, muito em breve, terá de ser abatido pelas autoridades, Davis encontra apenas uma solução: descobrir um antídoto antes que o problema se transforme numa catástrofe à escala planetária…

Conforme se pode notar, a premissa de “Rampage”, embora simples, consegue funcionar muito bem e “enganchar-nos”, proporcionando-nos momentos dramáticos intercalados com alguns outros cómicos e até ternurentos, tornando-se num filme divertido de se ver. Destaque para um aspecto fulcral do filme - o uso do CGI, o que faz com que cenas de destruição e calamidade resultem agradáveis de se ver. Sem dúvida, este é um daqueles filmes que pela experiência visual e sensorial merece mesmo a pena ser visto numa sala IMAX 3D, tal como eu o pude ver aquando da ante-estreia.

No que toca aos actores, não esperem grandes desempenhos pois o filme também não pede tal, mas estão todos bem dentro das suas limitações. E assim como iniciei, volto a referir que quando vamos ver “Rampage” não podemos ir com a expectativa de que seja um grande filme, mas acreditem, resulta numa história sólida que nos consegue entreter bastante. Trata-se de um daqueles óptimos filmes para se ver numa altura em que nos apetece ir ao cinema para algo que não seja muito sério e que disponha bem.

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Mais uma memória... e quem, tal como eu, ainda se recorda da menina endiabrada, sardenta, de tranças espetadas e cabelo ruivo, com um grande sorriso, que vivia apenas com Herr Nilsson e o cavalo Lilla Gubben? Personagem mítica da nossa infância, a Pipi das Meias Altas foi uma criação da autora Astrid Lindgren que conquistou o mundo, vivendo inúmeras aventuras onde mostrava toda a sua força física e a sua simpatia.

Pipi das Meias Altas, cujo nome completo era Pippilotta Viktualia Rullgardina Krusmynta Efraimsdotter Långstrump começou por ser uma personagem literária de três livros infanto-juvenis, editados entre 1945 e 1948. Tornou-se famosa no mundo inteiro quando foi adaptada para televisão e as aventuras da menina ruiva, de tranças espetadas e rosto sardento passaram a ser acompanhadas por miúdos e graúdos. Inger Nilson foi a atriz escolhida para dar vida à endiabrada Pipi das Meias Altas. A série teve 13 episódios, indo para o ar pela primeira vez em 1969, sendo transmitido pela RTP por diversas vezes nas décadas de 70 e 80, conquistando também por cá vários fãs, que tiveram direito a revistas, livros e cadernetas de cromos. No Brasil foi batizada de Pippi Meialonga, mas também por lá teve um enorme sucesso.

Pipi das Meias Altas conta a história de uma menina que morava sozinha numa velha casa de uma cidade pequena. Orfã de pai e mãe, tem por companhia Herr Nilsson, um macaquinho, e o cavalo Lilla Gubben. Para além disso, possuía super poderes e a liberdade de fazer tudo o que lhe apetecia, o que causava a inveja de todos nós. Era vê-la a viajar de balão deitada numa cama, a apoderar-se dos barcos dos piratas com uma facilidade embaraçaste, etc.

Era uma série de grande entretenimento para crianças. E deixa saudades… mas acreditem, não sei se gostaria de a rever. Temo que fosse estragar as minhas recordações, tal como aconteceu como quando voltei a ver “Espaço 1999”.


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É caso para dizer: Sim à felicidade! Porquê? Porque vamos todos voltar a ser crianças. Ora vejam... No final de maio, vai abrir o primeiro museu pop-up e digital da Europa dedicado à felicidade. Ao longo de três meses, este espaço em Lisboa vai acolher uma exposição temporária que vai fazer as delícias de todos aqueles que, como eu, não resistem a viver no mundo do imaginário. E se vissem o original press release que me chegou a casa... um pacote gigante de pipocas, simuladas por balões. Demais!

Este The Sweet Art Museum Lisboa vai estar composto por várias salas temáticas com diferentes experiências interativas e digitais, todas amplamente decoradas com objetos de grande impacto visual, onde o universo “dream, sweet and colourful” vai estar potencialmente explorado.

Por exemplo, na “Splash Mallow Pool”, ninguém vai resistir a mergulhar numa piscina gigante de marshmallows. Já na “Candy Wash Room”, vamos todos perder a cabeça com os chupa-chupas gigantes rotativos e perfumados. E uma vez chegados à “Ice Cream Land”, onde os gelados ganham vida, vamos descobrir o sabor da felicidade e atingir o êxtase desta viagem para os sentidos.

Sendo inspirado em casos de sucesso internacionais, que abriram no último ano, com o mesmo objetivo de cultivar a felicidade, e como também pretende que a mesma chegue a quem mais precisa, o The Sweet Art Museum Lisboa promove uma campanha de responsabilidade social, em que por cada entrada (bilhete) 1 euro será doado à “Terra dos Sonhos”.



E para que a felicidade não fique confinada a este magnifico espaço, teremos ao nosso dispor uma loja de venda de merchandising oficial e uma App gratuita, que para além de dar acesso à compra imediata dos bilhetes (os bilhetes vão custar 20 euros por pessoa e incluem algumas degustações de doces exclusivos ao longo do percurso da exposição), faz georeferenciação do local da exposição em realidade aumentada e permite uma melhor interação e experiência durante a visita. Que tal?

O The Sweet Art Museum Lisboa ficará situado em Marvila e as entradas têm venda exclusiva online nos locais habituais (Ticketline, Fnac, El Corte Inglés e Worten), já a partir deste mês de abril. Com o sucesso esperado, estão já previstas mais edições em outras cidades portuguesas e na Europa, nomeadamente, em Madrid e Londres. A organização está de parabéns!

E é um conceito tão vanguardista que até segue as atuais tendências das redes sociais, ora anotem:
Instagram:
https://www.instagram.com/thesweetartmuseum/
Facebook:
https://www.facebook.com/thesweetartmuseum/
Youtube:
https://www.youtube.com/channel/UC4KaC47H9AmaHQF4PKwAS6w/featured
Site:
http://sweetartmuseum.com/

Sendo um espaço 100% Instagram friendly, apela à partilha de fotografias e vídeos com os hashtags #TheSweetArtMuseum, #SayYesToHappiness, #TheSAM e #visitlisbon. Não percam!!!


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Fui à ante-estreia de “Ready Player One” no IMAx e… uau! Este é um excelente filme de ficção científica produzido e realizado por Steven Spielberg, com argumento de Zak Penn e Ernest Cline, baseado no romance de 2011 do mesmo nome escrito por Cline. O elenco conta com Tye Sheridan, Olivia Cooke, Ben Mendelsohn, T. J. Miller, Simon Pegg e Mark Rylance.

Situado numa Terra distópica do futuro (cerca de 2045), a população despende a maior parte do seu tempo num espaço virtual interconectado chamado OASIS. Tal deve-se a divisões sócio-económicas acentuadas e, para escapar às agruras do dia-a-dia, as pessoas evadem-se em massa para o tal universo virtual, criado por um génio excêntrico chamado James Halliday (Mark Rylance), uma espécie de Bill Gates da realidade artificial. Uma vez no OASIS, cada um possui o avatar que lhe apetece e pode viver as aventuras mais inimagináveis, como se estivesse metido num imenso e pluriforme jogo de vídeo.

Quando o fundador de OASIS morre, deixa a propriedade do programa, bem como toda a sua fortuna, para a primeira pessoa que encontrar as três chaves escondidas nele, a jogar e a resolver enigmas. Toda a gente compete, sem sucesso, para ficar de posse das respectivas chaves. Através do seu avatar, Parzifal, o alter-ego do jovem Wade Watts (Tye Sheridan) consegue descobrir a primeira chave. Acompanhado por quatro amigos, um deles uma activista anti-sistema, Samantha (Olivia Cooke), Wade lança-se numa cerrada e alucinante busca para resolver o mistério do OASIS, tendo ao mesmo tempo que combater a megacorporação maligna que também disputa o controlo de OASIS. Esta IOI tem planos pouco lúdicos para usar aquele universo virtual em proveito da sua conta bancária.

A acção do filme avança como se de um colossal jogo de vídeo se tratasse, disputado quer no OASIS, quer no mundo “real”, entre personagens e os seus avatares. E Spielberg vai-nos envolvendo com referências contínuas da cultura popular dos anos 80 (e não só), com um T-Rex a perseguir um DeLorean e um King Kong a destruir a mota do herói de “Akira”, onde um avatar se veste como Buckaroo Banzai para ir dançar em gravidade zero numa discoteca ao som da música dos Bee Gees de um dos filmes “disco” de John Travolta, e o Gigante de Ferro empreende uma luta com o Mechagodzilla. E ainda é preciso jogar num velho Atari para resolver um enigma.

De facto, em “Ready Player One: Jogador 1”, Spielberg evoca e celebra os anos 80, uma década que lhe é muito querida em termos pessoais e também durante a qual realizou alguns dos seus filmes mais significativos (tais como “Os Salteadores da Arca Perdida” e “E.T. — O Extraterrestre”). Por isso, ninguém melhor que Steven Spielberg poderia levar às telas a adaptação de “Jogador Nº 1” de Ernest Cline. O cineasta era sinónimo de aventura infanto-juvenil (juntamente com George Lucas, Robert Zemeckis, Richard Donner e tantos outros que transformaram o mundo e a cultura pop quatro décadas atrás) e aqui ele lembra-se disso. O “mestre” retorna à sua melhor forma, homenageando essa época tão importante. As pessoas “vão [para o OASIS] por tudo o que conseguem fazer, mas ficam por tudo o que podem ser”, diz Wade Watts, mas a realidade é sempre melhor do que a realidade virtual, segundo se afirma no fim do filme. Este mundo de luvas hápticas e visores “vai ser a super droga do futuro”, diz o realizador em entrevistas. Mas Spielberg também quer divertir-se ao divertir-nos. “Quando realizo um filme como este, estou no assento mesmo ao vosso lado. Significa que o faço para vocês. E a vossa reação é tudo.” Foi o que Spielberg admitiu ao “New York Times” aquando da primeira apresentação do filme no festival South by Southwest, no Texas. “Senti-me como se tivesse 10 anos outra vez!”.

“Nos meus primeiros filmes, de “Tubarão” a “E.T.”, estava a contar a história a partir do lugar do espectador na sala de cinema – do público, para o público – e já não fazia isso há muito tempo. Na verdade, não o faço desde “Parque Jurássico” e isso foi nos anos 90”. Porém, “Ready Player One: Jogador 1” também foi a forma que o realizador encontrou para se atualizar. Ao ampliar as referências do filme ele mostra que não apenas entende as preferências de uma nova geração, como também seu comportamento. O argumento de Zak Penn e do próprio Ernest Cline está repleto de momentos subtis sobre quem somos hoje - sobre a sociedade online, conectada e ao mesmo tempo desligada da realidade.

Estou certo de que “Ready Player One: Jogador 1” está para a Realidade Virtual como “Avatar” esteve para o 3D. Este divertido filme ciber-pop empolga-nos por mais de duas horas sem que demos por isso, e deixa-nos com uma “mensagem” no ar, sobre os perigos de nos deixarmos absorver demasiado no mundo do entretenimento virtual e de perdermos o sentido da realidade. Trata de uma boa recriação de ambiente virtual para o cinema e não algo que faça bocejar o gamer mais ferrenho. Mas não se esqueçam da sua mensagem: a realidade é a única coisa que é real. Existem outros conteúdos que valem a pena, para além de ficarmos a queimar as pestanas diante dos monitores.

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Designer, fotógrafo e ilustrador, Jean-Paul Goude é autor de algumas das imagens mais icónicas que permanecem na memória visual do último meio século. Sempre admirei a sua arte e agora, por voltar à ribalta ao se tornar Director Criativo da marca Desigual, com uma campanha bem à sua imagem, resolvi revisitar este criativo artista.

Goude começou por ser um dançarino antes de ser um guru da imagem. Iniciou-se em Paris, a mando da sua mãe. No entanto, em Nova Iorque, ao estudar ballet com Robert Joffrey, este mentor disse-lhe que tal não era para ele, pois não tinha força física para se dedicar a dançar profissionalmente. E ele estava certo. Ciente das suas próprias limitações físicas, Goude começou a projectar as suas fantasias em corpos estranhos, de preferência os de mulheres negras, porque era uma admiração que tinha. Primeiro, atraindo-as para revistas como a "Esquire" e "Harper’s Bazaar" e, mais tarde, por sua conta e risco.

Sendo um ilustrador, ele gostava de contar histórias através das suas imagens. E o desenho, a fotografia, o coreografar um desfile ou desenvolver uma campanha publicitária ainda é o que o motiva desde meados dos anos setenta, quando as imagens poderosas de mulheres derrubaram a iconografia da época. Obras de forte carga erótica-sexual e racial como o instantâneo que aparece na sua famosa monografia “Jungle Fever” (1983) com a sua musa Grace Jones a executar um movimento de dança arabesca ou aquela outra imagem dela nua e enjaulada como um animal. Hoje, incomoda-o bastante o tipo de caça às bruxas em que nos instalámos, culpa da “maldita correcção política".



Jean-Paul Goude afirma que não vê uma boa ideia criativa há muito tempo... pelo menos, não como as dele, em que fez do traseiro da sua primeira namorada, a modelo e actriz afro-americana Toukie Smith, uma bandeja para uma taça de champanhe (imagem que veio a recriar mais tarde com Kim Kardashian), ou que colocou Vanessa Paradis numa imitação de Tweety para um perfume da Chanel, em 1991, que fez esgotar todo o stock. E talvez ele tenha razão...

Tal como a personagem de um musical, Jean-Paul Goude passou sua vida à mercê do ritmo. Uma espécie de Gene Kelly da ilustração e da mise en scene , com movimentos vigorosos e coloridos. Ou o Bob Fosse da fotografia, coreógrafo experimental e provocador. Como o próprio afirma: "Eu só sei fazer duas coisas bem: dançar e desenhar”. Porém, ele sempre soube “dançar” com os mais bonitos: Radiah Frye, Farida Khelfa e Grace Jones, claro. Mas também Andy Warhol, Harold Hayes, Karl Lagerfeld ou Azzedine Alaïa. Recentemente, Goude retratou Rihanna para a edição francesa da Vogue.

Agora, o famoso designer francês, ilustrador, cineasta e fotógrafo, etc. e tal, está a colaborar com a marca espanhola para a coleção primavera-verão 2018. Nesta sua estreia para a Desigual, apresenta uma nova imagem, elevando a uma forma de arte a essência de streetstyle, com roupas que melhor traduzem o ADN da empresa e onde a diversidade cultural, não conformidade, originalidade e humor são os principais ingredientes.

Jean-Paul Goude, surpreendentemente, leva mais de trinta anos à frente de seu tempo através do desenho, design de cartazes, fotografia, cinema, vídeo e eventos: da revista "Esquire" ao desfile espectacular do bicentenário da Revolução Francesa, passando pelas suas magníficas obras com Grace Jones, Jean Paul Gautier ou Pharrell Williams, e colaborações para marcas como Lacoste, Kenzo, Chanel, Dior e Louis Vuitton, entre outras. Um verdadeiro “Homem da Renascença” do século XX e, agora, XXI.

Fiquem com algumas as suas criações...






























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