Todos pensam que a pizza surgiu em Itália… Errado! A pizza não é de origem italiana, como a maioria pensa. Embora tenha sido em Nápoles, no séc. XVI, que se transformou no “pitéu” com a combinação perfeita que hoje conhecemos (molho de tomate a complementar a massa), o certo é que os egípcios, gregos e romanos já com sumiam este tipo de pão achatado, misturando farinha de trigo e água.

Não é consensual qual destas civilizações foi pioneira, mas sabe-se que há seis mil anos antes de Cristo, os egípcios desenvolveram a receita de uma massa, resultado de farinha e água, que serviu de base para a actual massa de pizza. A receita egípcia percorreu diversas civilizações ao longo da história. Os gregos, por exemplo, resolveram colocar a farinha de trigo juntamente com o arroz e assar tal mistura em tijolos quentes. Já os fenícios tiveram a ideia de adicionar cebolas e carnes por cima dessa massa…

Ah, também aposto que não sabiam que a melhor pizza do mundo é portuguesa... Mas, sim, não se pode falar em pizza sem ressaltar a contribuição italiana. Os turcos muçulmanos adoptaram o costume dos fenícios durante a Idade Média e, devido às cruzadas, a receita da “pizza dos fenícios” chegou à Itália por meio do porto de Nápoles. No começo, as pizzas eram destinadas aos italianos pobres, para acabar com a fome do povo, sendo adicionadas à massa apenas algumas ervas e azeite. Além disso, a pizza era comida como uma espécie de sanduíche, tipo calzone. Mas a história da pizza redonda inicia-se mesmo na cidade de Nápoles, onde está documentada a primeira pizzaria do mundo, que abriu em 1830 – a Antica Pizzaria Port’Alba, que ainda hoje funciona. Nessa época, já eram adicionados à pizza tomate, toucinho, peixes fritos e queijo. A fama da pizza espalhou-se pelo mundo inteiro, e a primeira pizzaria da história tornou-se ponto de encontro de vários artistas famosos da época, tais como Alexandre Dumas, que, inclusive, citou variações de pizzas em suas obras, facto que veio retirar o estereótipo de “alimento dos pobres” a esta iguaria.

Reza a história que em 1889 o cozinheiro Rafaelle Esposito serviu ao Rei umberto I e à Rainha Magherita uma pizza coberta com tomate (vermelho), queijo mozarela (branco) e manjericão (verde), representando, assim, as cores da bandeira de Itália. Margherita ficou tão encantada que Rafaelle acabou por batizar este tipo de pizza com o nome da Rainha. Daí até à disseminação mundial desta iguaria, sobretudo pelos americanos, foi um passo.

Contudo, atentem que a verdadeira pizza é a napolitana. Em 1982, foi fundada, em Nápoles, por Antonio Pace, a Associazione Verace Pizza Napoletana (Associação da Verdadeira Pizza Napolitana, em português), com a missão de promover a culinária e a tradição da pizza napolitana, defendendo, até com certo purismo, a sua cultura, resguardando-a contra a "miscigenação" cultural que sofre a sua receita. Com estatuto preciso, normaliza as suas principais características. E desde Dezembro de 2009, a pizza napolitana está protegida pela Comissão Europeia, juntamente com mais 44 produtos que têm o selo de "Especialidade Tradicional Garantida" (Specialità Tradizionale Garantita – STG). Segundo a associação, a Verace Pizza Napolitana deve ser confeccionada com farinha, fermento natural ou levedura de cerveja, água e sal. A pizza deve ser, ainda, trabalhada somente com as mãos. Depois de descansar, a massa deve ser esticada com as mãos, sem o uso de rolo ou equipamento mecânico. Na hora de assar, a pizza deve ser colocada em forno a lenha (apenas), a 485°C, sendo que, sobre a superfície do forno, não deve ser colocado nenhum outro utensílio.

A pizza deve ser obrigatoriamente redonda, não podendo o seu diâmetro ser maior do que trinta e cinco centímetros. Outra medida, a espessura no centro do disco, não deve ser maior do que cinco milímetros, e a borda não pode ser maior do que dois centímetros.

A variedade de coberturas é reconhecida pela organização, porém devem ter a sua aprovação, estando em conformidade com as tradições napolitanas e não contrastando com nenhuma regra gastronómica. Algumas coberturas são tidas como tradicionais, sendo elas (respeitando seus nomes italianos):
- Marinara (Napolitana): tomate, azeite de oliva, orégano (orégão) e alho.
- Margherita: tomate, azeite de oliva, queijo mozzarella e manjericão.
- Ripieno (Calzone), uma pizza recheada: queijo ricota, queijo mozzarella especial, azeite de oliva e salame.
- Formaggio e Pomodoro: tomate, azeite de oliva e queijo parmesão ralado.

Quando degustada, a pizza deve apresentar-se macia, bem assada, suave, “elástica” e fácil de ser dobrada pela metade. As bordas elevadas devem ser douradas. O gosto da massa deve ser de pão bem fermentado, misturado ao sabor ácido do tomate, aroma de alho, orégãos e manjericão.

Sim, já tinha dito que Portugal é o melhor do mundo a fazer pizza. E agora passo a explicar o porquê. Sardinhas, bacalhau, broa, presunto e azeitonas foram alguns dos ingredientes que convenceram o júri do Campeonato Mundial de Pizza que decorreu, há 15 dias, em Nápoles. “Veni, vidi, vici”, frase atribuída a Júlio César coube que nem uma luva à Seleção Nacional de "pizzaiolos", pois a equipa portuguesa arrecadou o 1.º lugar na competição por equipas, sagrando-se campeã mundial.

As seis pizzas apresentadas pela seleção foram elaboradas com produtos 100% portugueses e ingredientes típicos da gastronomia lusa, conquistando o júri constituído por anteriores campeões do mundo e especialistas internacionais nesta iguaria. Além do feito da seleção, António Mezzero, um italiano radicado em Portugal que organiza o campeonato nacional e lidera a equipa lusa, conseguiu obter o 2.º lugar da competição individual na categoria de Pizza Clássica, disputada com outros 480 concorrentes. É obra!

Posto isto, só me resta desejar bom apetite!

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Pois é, fui de férias sem vos deixar com as últimas ante-estreias a que tinha ido… desculpem! Mas como ainda são recentes e estão em cartaz, aqui ficam as minhas notas sobre dois bons filmes.

Ben-Hur

Ben-Hur, filme épico e histórico, realizado por Timur Bekmambetov, foi baseado no romance de 1880, “Ben-Hur: A Tale of the Christ”, de Lew Wallace. Um livro que teve outras adaptações cinematográficas com o mesmo nome, incluindo os filmes de 1925 e de 1959. Este último, a 4 de abril de 1960, fez história. Na cerimónia realizada no teatro da RKO, em Hollywood, o filme dirigido por William Wyler, levou 11 estatuetas do Oscar para casa, estabelecendo um novo recorde: 11 Oscars a partir de 12 nomeações, só perdendo a de Melhor Argumento Adaptado.
56 anos já se passaram. E, até ao momento, o recorde de Ben-Hur de 1959 mantém-se. A marca de 11 estatuetas foi alcançada por “Titanic” e “O Senhor dos Anéis - O Regresso do Rei”, mas jamais superada. Agora, tempo depois, um novo Ben-Hur chega aos cinemas. E o filme deve ser considerado como obra individual e não tido como em comparação com o clássico, até porque seria praticamente impossível superar o mesmo.

Judah Ben Hur (Jack Huston) é um nobre judeu de Jerusalém, que prega uma convivência harmoniosa com os soldados de Roma, que estavam a cercar a cidade. Cresceu ao lado do irmão adotivo, Messala (Toby Kebbell), de origem romana. Este sofre por não ter as mesmas raízes da família que o acolheu, nem por possuir o sangue nobre do irmão. Por isso, acaba por decidir ir para Roma, onde, mais tarde, se torna um importante comandante do exército de César. Messala acaba por voltar a Jerusalém e entra em conflito com o irmão. Judah vem a ser acusado de traição e condenado à escravidão. Nesse desígnio, busca incessantemente uma forma de vingar o seu nome e a sua família.

O actor brasileiro Rodrigo Santoro assume a responsabilidade de interpretar Jesus Cristo e acaba por dar um maior peso dramático ao filme. Por mais que a sua personagem não seja protagonista na narrativa principal, acaba por ser responsável por transmitir uma maior carga emocional à produção. O elenco conta ainda com as presenças de Morgan Freeman como Sheik Ilderim, mentor e benfeitor de Bem-Hur, Nazanin Boniadi e Pilou Asbæk, que não comprometem, muito pelo contrário.

Voltando ao clássico de 1959, com Charlton Heston, o mesmo tem como ponto forte a cena da corrida de quadrigas. Sabendo da responsabilidade em recriar a sequência, o novo filme investe “forte e feio” e a cena resulta emocionante, com muita ação e bons efeitos. O realizador Timur Bekmambetov é particularmente competente nas cenas de ação, como já havia demonstrado em “Guardiões da Noite” e “O Procurado”. Resumindo, temos Ben-Hur, que não decepciona quem ainda tem o clássico na memória e que conquista quem nunca viu esta trágica história entre irmãos.


Milagre no Rio Hudson

“Milagre no Rio Hudson" é um filme de drama biográfico, reaçizado e co-produzido por Clint Eastwood, que nos conta a história verídica do Voo US Airways 1549 e do piloto Chesley Burnett Sullenberger III, de 2009. Baseado na autobiografia escrita “Highest Duty: My Search for What Really Matters”, de Sullenberger e Jeffrey Zaslow, a obra cinematográfica é interpretada por Tom Hanks, Aaron Eckhart, Laura Linney, entre outros excelentes actores, sobre o episódio verídico do piloto que amarou um avião no rio Hudson sem fazer qualquer vítima.

O filme não versa a história de um acidente de avião que podia ter acabado em tragédia. É sobre tudo o que aconteceu a seguir, com o pesado processo de inquéritos que pôs em causa a decisão do piloto, Chesley “Sully” Sullenberger (Tom Hanks), e do co-piloto, Jeff Skiles (Aaron Eckhart), colocando a hipótese de, afinal, eles terem colocado em risco a vida de 155 pessoas.

O voo esteve no ar apenas seis minutos, depois de descolar de La Guardia, a 15 de Janeiro de 2009, antes de ser atingido por um bando de pássaros que danificaram os dois motores das asas. A partir desse momento, os pilotos sabiam que tinham de aterrar e a única solução que encontraram foi o rio que banha a ilha de Manhattan. Contudo, a companhia aérea e as várias equipas de especialistas vieram garantir que teria sido possível voltar a um dos aeroportos próximos, incluindo o La Guardia. E é através de “flashbacks” que vamos vivendo o momento do acidente e das decisões que se seguiram. Todo o incidente - desde o início do voo até ao salvamento da tripulação e passageiros - demorou exactamente 24 minutos. Sully teve 208 segundos para tomar decisões e executá-las. Mas tudo podia ter corrido mal...

Tom Hanks não falha ao encarnar Sully, um herói cujo título que nunca quis. E, magistralmente, mostra-nos a angústia do homem que sabe que fez o que tinha de ser feito, mas que também coloca as suas decisões em causa após tantos peritos provarem o contrário. E o realizador conseguiu fazer aquilo que onde é melhor, dando-nos um protagonista heroico, mas simultaneamente humilde e humano.

“Milagre no Rio Hudson” tem vários momentos de tensão, sobretudo nos minutos antes do avião amarar. E nisto, o filme resulta incrível, pois já sabendo nós o desfecho, as emoções passam da tela para fora e um estado de tensão apodera-se de nós, ao ponto de nos agarrarmos à cadeira. Não foi à toa que que Clint Eastwood filmou inteiramente fazendo recurso à tecnologia IMAX, tornando-se, aos 86 anos, no primeiro a fazê-lo.

Clint Eastwood acabou por trazer ao grande ecrã a história deste famoso incidente, com tudo o que foi conhecido na altura e, principalmente, tudo o que ficou fora das notícias. Muitos desconhecem o que se passou nas inúmeras audiências do inquérito ao incidente que, a dada altura, chegaram a querer culpabilizar o comandante Chesley "Sully" Sullenberger pela decisão tomada. Não percam “Milagre no Rio Hudson”e percebam porque, a 15 de janeiro de 2009, o comandante "Sully" conseguiu o que muitos julgavam impossível: a amaragem nas águas de um Airbus A320, de forma segura e sem qualquer vítima. A bordo seguiam 155 pessoas… no fundo, a história de um homem que acabou por ser um herói sem o querer.


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Calma, a Madonna, a Britney, a Gaga, a Beyoncé e tantos outros ainda estão para as curvas e os tops, mas o facto é que ultimamente os Djs têm vindo a subir na escalada das preferências e "playlists" do público e das rádios. Já para não falar de serem os mais requisitadas em festas ou sunsets…

Graças ao fenómeno recente de "music stream", como o Spotify, muitos foram os que tiveram oportunidade de brilhar. E até de virarem sucesso de popularidade. Senão, como se explica a inclusão de Kygo, com a sua vocalista convidada Julia Michaels, na cerimónia de encerramento dos Jogos Olímpicos, no Rio, com o single “Carry Me”?

E o que dizer de Sigala, de Klindengade, Alan Walker, Galantis, Steve Aoki, Afrojack, Robin Schulz, Bob Sinclair, DJ Snake, Major Lazer, Tiësto, David Guetta, Avicii, Zedd, Calvin Harris, Kaskade ou Benny Benassi, entre muitos outros… São estes os nomes que agora dão cartas na música do momento, e que se associam a vozes mais ou menos conhecidas, para lançarem grandes canções. Pois, alguns já têm uma fama tamanha que conseguem nomes como Zara Larson, Rihanna, Justin Bieber, Chris Brown ou Adam Lambert para fazerem parcerias, mas o facto é que ilustres desconhecidos, a maior parte deles, e com nomes impronunciáveis, os DJs tem conseguido impor-se. E com canções originais, por si criadas. Podemos não os conhecer a todos, mas sabemos de cor as suas músicas…

Um DJ (disc jockey) é todo o artista profissional que selecciona e reproduz as mais diferentes composições, previamente gravadas ou produzidas no momento, para um determinado público alvo, trabalhando o seu conteúdo e diversificando o seu trabalho em rádios, pistas de dança, clubes e discotecas. À partida, um DJ tem de ter a percepção musical de saber quais as composições possuem velocidades (mensuradas em batidas por minuto) próximas ou iguais, de forma a que uma alteração num ou dois por cento da velocidade permita com que o compasso das mesmas seja sincronizado e mixado, e o público não consiga notar que uma faixa está a terminar e outra já está a iniciar, pois as duas faixas estão no mesmo ritmo, métrica e velocidade. Por isso, antes, um DJ era apenas tido como animador de eventos. Ele deveria conhecer as canções o suficiente para saber como e quando misturá-las, sentindo a vibração do público que o estava a ouvir, e sabendo mudar um estilo no timing certo, para que a pista não se esvaziasse…

Mas agora, com este advento, os Djs passaram a criar composições originais e a vender CDs em nome próprio e respectivos "downloads". Um dos pioneiros ou mais populares foi o DJ francês David Guetta, que convidou sempre vozes de gabarito para as suas composições, como Sia, Nicky Minaj, Usher, Estelle, Rihanna, entre outros e é já vencedor de 2 Grammy Awards. Lançou, no final do ano passado, o seu sexto álbum de originais, "Listen". E o escocês Calvin Harris, que em 1999 estava a gravar «demos» no seu quarto, é hoje o DJ mais bem pago do mundo. Segundo a Forbes, Harris ganhou mais do que Jay Z e Katy Perry no último ano. A sua carreira explodiu em 2006, quando assinou com a Sony BMG e os seus ganhos foram impulsionados pelo sucesso de singles seus, como "We Found Love", gravado em parceria com Rihanna.

Escrevi este "post" por estar a reparar que colocava mais repetidamente a tocar no meu iPod as músicas oriundas de ilustres desconhecidos… Famosos por tocarem nos maiores festivais de música electrónica do mundo, além de produzirem os seus próprios álbuns, o certo é que os DJs facturam bem alto, quer seja com campanhas publicitárias, ou ao encetarem parcerias com outros artistas. E para nosso deleite, vamos desfrutando de tudo o que eles vão produzindo… No Spotify mais perto de si!

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Foi no dia 23 de agosto de 1991 que a World Wide Web (ou WWW) se tornou acessível, pela primeira vez, ao público. Um projecto inicialmente dedicado à partilha restrita de informação no seio da comunidade científica e hoje tido como uma indispensável ferramenta.

Há um quarto de século, a commumente chamada de "internet" mostrava-se com as bases daquilo que é actualmente, pelas mãos de Tim Berners-Lee, tido como o "pai" desta rede que se veio a tornar na maior ferramenta de pesquisa, na maior fonte de conhecimento e parte fulcral da vida de todos.

Apesar de as datas exactas ainda serem alvo de debate, a internet, apenas como rede de computadores, surgiu nos anos 60 e pensa-se que a web, como se conhece hoje, tenha realmente surgido na década de 80. Mas foi apenas no verão de 1991 que o CERN anunciou que a WWW chegaria ao público em geral, através de Berners-Lee, em parceria com o seu colega engenheiro Robert Caillaiu, com a publicação online das primeiras páginas a descreverem o próprio projecto. Também tinha instruções de como criar um site e fazer pesquisas.

Actualmente, a Internet conta com mais de 3.000 milhões de utilizadores em todo o mundo. E este número é cada vez maior a cada segundo que passa. Será que há 25 anos atrás, o físico britânico Berners-Lee saberia que a internet seria o principal meio de comunicação da humanidade? Berners-Lee não recebe apenas os louros por ser a pessoa que levantou o primeiro domínio em HTTP, mas também por ter sido o principal a desenvolver o primeiro navegador e os primeiros padrões básicos (protocolo de transmissão e linguagem de programação HTML).
“O que fiz, qualquer um poderia ter feito”, comentou o físico. “A ideia de lançar a World Wide Web era como atirar um fósforo num celeiro cheio de palha. A web espalhou-se porque muitas pessoas contribuíram fortemente para que ela fosse aceite”. Muitos perguntam ao criador: não fica decepcionado ao ver tanta porcaria na web? Ao que Berners-Lee responde: “A internet deve ser um espaço universal – não devemos excluir área alguma. Mas ninguém é obrigado a ler tudo o que lá vem. A internet é, no geral, apenas um reflexo da vida.”

Em Portugal, o número de utilizadores da grande rede tem vindo a aumentar, embora bem lentamente. Segundo dados da ANACOM, a percentagem de portugueses que nunca utilizaram a Internet diminuiu, de 32% em 2014 para 28% em 2015. Estes números estão ainda muito aquém da realidade europeia. Apenas 27% dos cidadãos portugueses entre os 16 e os 74 anos utiliza a Internet, contra os 45% registados na UE. Mas, apenas como referência, segundo a Federação Alemã das Empresas de Informação, Telecomunicação e Novos Media (Bitkom), 86% das empresas com mais de dez trabalhadores está presente na internet. Ou seja, parece que fora dela, praticamente não se existe…

Ontem, foi também celebrado o Dia do Internauta – palavra que mescla “internet” com “astronauta” e se refere a alguém capaz de usar a internet. Tal como eu! Estamos todos de parabéns, pois o que seria a nossa vida hoje sem esta essencial ferramenta?




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Antes de mais, que conste que não sou grande apreciador desta moda de “pintar” o corpo que não cessa. Mas, de tempos em tempos, conforme já tenho mostrado aqui no blog, vão surgindo novas versões das princesas da Disney. Elas já apareceram de todas as formas, portanto, mais cedo ou mais tarde, iriam aparecer também versões delas com tatuagens. Era inevitável! E logo com duas interpretações diferentes…

Com vestidos compridos e rodados, cheios de brilho, cabelos penteados e maquilhagem perfeita, com traços e gestos suaves, sem esquecer os sapatos delicados. Eis é a descrição normal do perfil das Princesas, mas o ilustrador italiano Emmanuel Viola decidiu transgredir essa regra ao criar uma série de ilustrações com as Princesas da Disney em versões modernas e cheias de estilo. E para ajudar, acrescentou-lhes tatuagens, piercings e cortes de cabelo ousados, em estilos urbanos como Pin-up, Glam, Gótico e Hipster. Assim, a série “Tattooed Disney Princesses” de Viola apresenta uma Ariel hipster, uma Branca de Neve Pin-up e uma Aurora gótica...

Já Joel Santana, designer e ilustrador americano, criou a sequência “Inked Princess Series”, onde une a inocência das Princesas com as tatuagens e a sensualidade, em imagens fantásticas que vão desde Alice no País das Maravilhas até Mulan. Bem longe da ideia das Princesas da Disney como jovens elegantes, bem-comportadas, sinónimos de respeito, meiguice e amor…

Vejam os trabalhos de um e de outro e avaliem, pelos vossos olhos, as famosas Princesas da Disney transpostas para o mundo das tatuagens…

EMMANUEL VIOLA














JOEL SANTANA


Branca de neve



Alice



Jasmine



Ariel



Belle



Mulan

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Depois de Hollywood no ter trazido filmes de animação com peixes-palhaço e pássaros zangados com porcos verdes, chegou a vez dos cães e gatos, que apresentam uma vida tremendamente agitada assim que os donos viram costas. 2016 está a ser um fantástico ano para as longas-metragens animadas e na lista dos doze filmes mais rentáveis do ano, até ao momento, nos Estados Unidos, seis deles não são de imagem real. No topo está “À Procura de Dory”, da Pixar. Na quarta posição aparece “O Livro da Selva” e na quinta “Zootrópolis”. Depois, há este recém-estreado “A Vida Secreta dos Nossos Bichos” em sétimo lugar, “O Panda do Kung Fu 3” em nono e o “Angry Birds – O Filme” na posição 11. Bem, a “A Vida Secreta dos Nossos Bichos”, da Illumination (a mesma de “Gru, o Maldisposto” e dos respectivos Mínimos), conseguiu uma proeza - a sua estreia nos EUA bateu um recorde ao ter conseguido, no primeiro fim de semana em exibição, ultrapassar os 320 milhões de dólares, representando o melhor resultado de sempre para uma obra não integrada numa saga. E eis que o filme chega hoje a Portugal…

Num edifício de apartamentos, em Manhattan, a vida para os habitantes domésticos de quatro patas começa a ser interessante quando os seus donos saem para o trabalho. A rotina consiste em partilhar histórias humilhantes sobre os humanos e treinar olhares adoráveis que resultem em mais biscoitos. O líder do grupo é Max, um esperto e determinado Terrier, que vê a sua posição ameaçada pelo recém-chegado Duke, um desajeitado cão, sem raça e sem educação. Rapidamente, os rivais são obrigados a juntar forças quando descobrem que Snowball, um adorável, mas terrível coelhinho branco, está a reunir um exército de animais de estimação abandonados para se vingarem da humanidade.

A história cativa miúdos e graúdos. O destaque vai para o coelho Snowball, com aparência de coelhinho fofinho, mas que de inocente não tem nada. Na verdade, ele é o “mau” da fita e passa boa parte do filme a perseguir Max e Duke. Há várias outras personagens interessantes, como a gata Chloé e a cadela secretamente apaixonada por Max, a pequena e valente Gidget, que contribuem para trazer uma boa e contagiante disposição. A relação que as personagens vão criando connosco é directa e firme, com quem estabelecemos uma imediata identificação emocional.

Como disse ao início, o sucesso desta animação tem sido tão grande, que não é de espantar que a Universal Pictures tenha já anunciado uma sequela. Chris Renaud será novamente o responsável pela realização do novo filme, que contará também com o regresso do argumentista Brian Lynch. E a Illumination até já anunciou a previsão de estreia: 13 de Julho de 2018.

Portanto, estejam certos de que “A Vida Secreta dos Nossos Bichos” é animação da boa, com personagens divertidos e um ritmo bem composto. Acreditem, é difícil sair aborrecido da sala após vermos esta animação de verão. E ainda tem um bónus! Atentem à exibição de uma curta metragem dos Minions (ou Mínimos) antes do filme… Mas, sobretudo, divirtam-se!

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Já começa a ser tradição, chega o Verão e a edição anual “The Body Issue”, publicada pela ESPN norte-americana, tira a roupa a alguns dos seus atletas conterrâneos. O foco é sempre o mesmo: como as práticas desportivas causam impacto no corpo humano.

Esta edição de 2016 foi lançada com estrelas olímpicas que estampam as páginas da revista com as suas formas esculpidas com muito suor e dedicação, além de falarem sobre a relação que têm com o próprio corpo.

De entre os atletas que aceitaram o desafio, destaque para Greg Louganis, HIV positivo e com 56 anos, e para Chris Mosier, o primeiro transsexual a posar para o projecto. Na lista, há ainda Dwyane Wade, Jake Arrieta, Elena Delle Done, Conor McGregor, Claressa Shields, Nathan Adrian e muito mais. Fiquem a conhecer estes e outros, em imagens belíssimas…


O nadador Nathan Adrian






A corredora de obstáculos Emma Coburn







O jogador de basebol Jake Arrieta






A surfista Courtney Conlogue






O jogador de futebol americano Antonio Brown




A jogadora de basket Elena Delle Donne




O competidor de motocross Ryan Dungey






A atleta de luta-livre Adeline Gray




O saltador ornamental de trampolim Greg Louganis








A jogadora de futebol Christen Press




O lutador de UFC (Ultimate Fighting Championship) Conor McGregor






A esgrimista Nzinga Prescod




O jogador de basket Dwyane Wade






A jogadora de volei de praia April Ross




O triatleta Chris Mosier






A boxeadora Claressa Shields




O jogador de futebol americano Von Miller




A paratriatleta Allysa Seely






E o jogador de futebol americano Vince Wilfork


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