"Eu nasci assim, eu cresci assim e sou mesmo assim. Vou ser sempre assim: Gabriela, sempre Gabriela". Era desta forma, na voz de Gal Costa, que começavam os episódios de “Gabriela, Cravo e Canela”, a primeira telenovela brasileira a ser emitida em Portugal. A estreia desta produção baseada no romance de Jorge Amado, aconteceu há 40 anos, mais precisamente a 16 de maio de 1977, no único canal de televisão de então, a RTP.

Logo após a estreia, a telenovela, ainda era a preto e branco, arrebatou o coração dos portugueses de uma forma nunca antes vista. Três anos após nos termos libertado de um regime ditatorial, o país ficou preso à caixa mágica para assistir à famosa história, protagonizada por Sónia Braga (Gabriela) e Armando Bogus (Seu Nacib). E, assim, um novo hábito foi instaurado, que prossegue enraizado na sociedade portuguesa: o de assistir a telenovelas, continuando a manter-se com um dos produtos mais consumidos da televisão.

Gabriela, era uma simples moça do sertão baiano que fora para Ilhéus, uma terra dominada por poderosos fazendeiros de cacau, para fugir da seca do Nordeste. Sofrida, porém muito alegre, seduzia com naturalidade os homens. Acabou por se apaixonar por um estrangeiro que não aceitava da melhor forma o seu comportamento, ora ingénuo, ora loucamente sensual. Gabriela era uma morena ousada, que andava descalça e com vestidos extremamente curtos, mas sempre muito trabalhadora e dedicada. Esta era a base da história, passada em 1925, que se tornou um êxito num país que ainda se estava a adaptar aos primeiros tempos de liberdade e que começou a parar à hora de jantar para seguir o enredo. Portugal parava, literalmente, para poder ver “Gabriela”. Um fenómeno televisivo e social sem precedentes. Em casa, as famílias reuniam-se na sala. E quem não tinha televisão, juntava-se nos cafés para não perder um episódio da trama. A popularidade foi tal que chegou a estender-se até à Assembleia da República, onde o trabalho chegava mesmo a ser interrompido ou adiado.

Para uma audiência que estava habituada a assistir a minisséries europeias, como a "Família Belamy", ou a teatro para televisão, a oportunidade de acompanhar diariamente uma história filmada num país tropical, que falava a mesma língua, mas com sotaque mais doce, cheia de sensualidade, funcionava como uma lufada de ar fresco.

"Gabriela" teve não só o poder de alterar os nossos hábitos, como também de ser transversal a estratos sociais e faixas etárias. No final da década de 1970, esta novela da Globo passou a funcionar como elo de união, de conversas e também de mimetismo. O corte de cabelo da personagem Malvina (Elizabeth Savalla), por exemplo, tornou-se tendência, tendo sido adotado por várias mulheres. O próprio papel da mulher na sociedade portuguesa acabou, também, por sofrer algumas mudanças... De facto, o sucesso reflectiu-se em novas formas de comportamento e de relacionamento social por mostrar aquilo que, normalmente, não era visto em televisão e acabou por ditar modas, desde os penteados à escolha dos nomes próprios e da linguagem usada. E causou algum rebuliço junto do universo masculino. A novela apresentara aos portugueses a actriz Sónia Braga, que se tornou todo um sex symbol.

Para Sónia Braga, foi uma estreia, tendo sido escolhida depois vários de testes com outras atrizes. Sónia acabou por imortalizar a personagem na TV e no cinema, no filme de 1983. Mesmo sendo a protagonista da novela, o seu nome só era creditado em quarto lugar no genérico de abertura, depois de Paulo Gracindo (Coronel Ramiro Bastos), Armando Bógus e José Wilker (Mundinho Falcão). Elizabeth Savalla também se estreou na novela, e foi igualmente um dos destaques da trama na pele da rebelde Malvina, tendo o prémio de actriz revelação do ano. A história da personagem foi usada para mostrar a luta das mulheres contra o jugo familiar. Malvina enfrentava toda a família em nome do verdadeiro amor, e tinha atitudes muito avançadas para época. No elenco vale ainda destacar papeis memoráveis e interpretações inesquecíveis de Fúlvio Stefanini (Tonico Bastos), Nívea Maria (Jerusa); Eloisa Mafalda (Ana Machadão) e Dina Sfat (Zarolha) entre outros.

“Gabriela” foi a primeira novela com apelo sensual como fio condutor. Durante os seis meses em que foi exibida em Portugal, a telenovela foi seguida por uma impressionante média diária de quatro milhões de espectadores.

Anos mais tarde, em 2012, chegou a Portugal o remake da novela, assinado por Walcyr Carrasco e protagonizado por Juliana Paes, em vez de Sónia Braga, e Humberto Martins, na pele de Armando Bógus. Para celebrar o 40.º aniversário de “Gabriela”, o canal Globo está a emitir esta nova versão, de segunda a sexta-feira, às 23h.

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Os Aliens já nos atormentam há quase 40 anos e não há meio de desistirem. Aos 79 anos de idade, Ridley Scott regressa com mais um épico filme da saga – “Alien: Covenant” - repleto de mistérios, suspense e muita emoção.

Este novo episódio surge, em termos temporais, no seguimento de “Prometheus”. Em 2093, a nave "Prometheus" e a sua equipa de cientistas tinha sido enviada aos confins do universo em busca dos criadores da Humanidade. Infelizmente, ao descobrirem o grande segredo da criação da vida, deparam-se também com a maior ameaça à sua extinção. A nave acabou por ser destruída e os seus ocupantes mortos. Dez anos depois, os tripulantes da nave colonizadora "Covenant" encontram um planeta inexplorado onde poderão, finalmente, aterrar depois de uma longa viagem na senda de um lugar propício à vida humana. Porém, quando uma equipa de batedores se desloca ao terreno para uma avaliação mais profunda, depara-se com o maior de todos os horrores…

Realizado pelo britânico Ridley Scott, este é um "thriller" de ficção científica que prossegue a história contada no filme "Prometheus" (preâmbulo da saga "Alien", iniciada em 1979 pelo mesmo realizador). Voltando a contar com a participação de Michael Fassbender, desta vez com um duplo papel, conta no elenco com Katherine Waterston, Billy Crudup, Danny McBride e Demián Bichir bem como breves aparições de James Franco, Guy Pearce e Noomi Rapace – a retomarem as suas personagens de "Prometheus".

Um clássico do cinema moderno, "Alien - o 8º passageiro" estreou há quase 40 anos e veio revolucionar as indústrias do terror e da ficção científica. Para quem possa não estar familiarizado com esta saga, a história passa-se “num futuro distante”, com viagens inter-espaciais banalizadas, e recai num episódio espacial no qual os tripulantes da nave da sub-tenente Ellen Ripley (Sigourney Weaver) são desafiados por uma criatura temível (o Alien). Um filme aterrorizador, que nos prende à cadeira, tal é o suspense. Isto deve-se, sobretudo, às características da figura do Alien, por ser um monstro alto, ágil e discreto, com uma longa cauda pontiaguda, cujo sangue é ácido e possui duas bocas com dentes de aço, mas também ao modo progressivo e muito cuidado como são desenvolvidas as cenas. O sucesso do primeiro filme transformou-o numa das séries de franchise mais valiosas do mundo e, estranhamente ao contrário da maioria, baseia todo o seu triunfo no “mau da fita”. Em 1979, venceu o Óscar para Melhores Efeitos Especiais e ainda o prémio Saturn Awards de ficção científica. Entretanto, seguiram-se mais três sequelas sobre o conflito entre Ripley e o Alien, e ainda duas prequelas – “Prometheus” (2012) e, agora, “Alien: Covenant” (2017).

Enquanto a aventura anterior construía sugestões ambíguas em grande parte do filme para vir a entregar todos os seus conflitos de uma só vez, desta feita a narrativa distribui de modo equilibrado as suas cenas, garantido um melhor e progressivo ritmo. Apresentando efeitos colaterais da nossa acção invasiva, das questões interpessoais e de confiarmos em quem não devemos, aqui recai o raro fio condutor da série: os alienígenas prevalecem devido à ganância, incompetência ou traição dos humanos, permitindo que o invasor escape e se reproduza. Desde o "Alien – o 8º Passageiro”, a culpa tem sido sempre nossa. E, agora, Scott mostra uma nova maneira pela qual os humanos expõem a sua própria espécie ao risco de extinção.

Embora Daniels (Katherine Waterston) se apresente como uma nova versão de Ripley, o verdadeiro protagonista são os andróides David/ Walter (Michael Fassbender). O resto da tripulação apenas vai reagindo de forma básica ao perigo, seja a metralhar ou a rebentar explosivos, a agir com demasiada displicência numa atmosfera selvagem e desconhecida ou, simplesmente, a meter o nariz onde não deve.

“Alien: Covenant” apresenta novos rumos à narrativa, respondendo a algumas das perguntas que foram deixadas em aberto em “Prometheus”. Depois, quem viu a obra original, deve de se lembrar da alta tensão produzida por um único “xenomorph”, mas aqui somos surpreendidos pelo desenvolvimento e formas de outros “xenomorphs”. Embora o terror tenha uma componente digital, o universo de HR Giger prossegue com os novos bebés Alien, os “neomorphs”, aqueles que emergem do peito e são capazes de levantar os braços como que em sinal de vitória.

Em suma, este Alien é mais uma das obras de qualidade que passaram pelas mãos de Ridley Scott, conseguindo, novamente, surpreender. Em “Alien: Covenant” preparem-se uma emocionante experiência de terror e suspense ao longo das duas horas.

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Artur (Charlie Hunnam) é um jovem que controla os becos de Londonium e desconhece por completo o seu predestino até ao momento em que entra em contacto com a Excalibur. Instigado pela espada, ele precisa de tomar decisões difíceis, enfrentar os seus demónios e aprender a dominar o poder que passou a possuir para conseguir, por fim, unir o seu povo e partir para a luta contra o tirano Vortigern, que destruíra a sua família.

Quando o pai do muito jovem Artur foi assassinado, Vortigern, seu tio, apoderou-se da coroa. Sem ter o que é seu por direito de nascimento e sem fazer a mínima ideia de quem realmente é, Artur cresceu da maneira mais humilde nas ruelas da cidade. Porém, assim que ele remove a espada da pedra, a sua vida muda por completo e Artur é forçado a descobrir o seu verdadeiro legado…

Bom, mais ou menos, esta é a história que já praticamente todos sabemos. Contudo, o novo filme de Guy Ritchie vem dar uma “roupagem“ nova à lenda, um pouco ao estilo dos videogames, com mundos fantasiosos. Guy Ritchie faz uso das suas conhecidas técnicas de montagem, trazendo a lume diversas cenas não-lineares, bem como takes mais agitados que ajudam a construir o clima tenso da história. É um filme que se situa no mesmo patamar de filmes de acção seus como “Sherlock Holmes”.

Nesta produção realizada por Guy Ritchie, para além de Charlie Hunnam como Rei Arthur, o elenco apresenta Astrid Bergès-Frisbey como Mage, Jude Law como Vortigern, Eric Bana como Uther Pendragon e Djimon Hounsou como Bedivere, entre outros.O veterano dos campos de futebol, David Beckham, possui aqui um pequeno papel.

É um filme de acção, sem dúvida, possuindo muitos efeitos visuais e alguns elementos característicos dos games medievais, que nos vão entretendo no desenrolar da história. Destaque para as cenas onde Artur "rebenta" com uma legião de soldados apenas fazendo uso da Excalibur. Esta é, provavelmente, a versão mais diferente alguma vez retratada da famosa espada. A realização sobressai pelo seu ritmo acelerado, o que, de certa forma, nos distrai do enredo, que se revela algo longo e já é sobejamente conhecido.

Resumindo, a versão de Guy Ritchie não segue linear, nem classicamente, a história original do Rei Artur e os Cavaleiros da Távola Redonda, mas isso não impede de resultar num bom filme, com alguns apontamentos de humor e magia à mistura. Por isso, recomendo! Entretenimento puro a não perder.

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No passado dia 27 de abril, a multifacetada empresária angolana Fátima Magalhães, CEO da FocusPremium, celebrou o segundo ano da F Magazine Luxury, no Sheraton Lisboa.

O “Panorama Bar” foi palco de uma grande celebração que reuniu vários empresários e ilustres convidados. Neste espaço, com uma vista soberba sobre Lisboa, Fátima e a sua equipa receberam anunciantes premium, parceiros e figuras públicas, entre as quais algumas que já foram capa da revista, como C4 Pedro, Nayma Mingas, Fredy Costa e Catarina Furtado.

O evento, desenvolvido inteiramente pela FocusPremium, contou ainda com um elegante momento musical – a cantora angolana Bruna Tatiana cantou dois dos seus temas a capella, acompanhada ao piano.

A sétima edição da F Magazine Luxury, que é também a edição de aniversário, atualmente nas bancas de Portugal e Angola, de que já aqui falei, conta na capa com o eterno ídolo Luís Figo.

Mais do evento aqui: http://www.fmagazineluxury.com/pt/people/eventos/2487-f-magazine-luxury-celebra-2-anos.html





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Há quem diga que a Disney deu-nos expectativas irreais sobre o amor. Bom, de certa forma, isso até pode ser verdade, mas a Disney também nos ensinou (e ainda ensina) muitas outras coisas sobre o amor… O amor em todas as suas formas.

Ora vejam…


Amor é ligar-nos um ao outro em momentos difíceis


Amor é esperar


Amor é sacrifício


Amor é abrir mão do medo e encontrar coragem


Amor é olhar além das falhas


Amor é dizer a verdade


Amor é abrir mão do seu antigo estilo de vida


O Amor olha para além da classe e do status


Amor é acreditar nos sonhos um do outro


O Amor muda-te para melhor


Amor é deixar ir...

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Lidar com a morte de um pai ou de uma mãe pode ser a experiência mais dolorosa na vida de uma pessoa. Na passada quarta-feira, a minha mãe partiu. E desde então, não tem sido fácil lidar com a sua ausência. Aliás, é mesmo muito difícil, ou impossível, superar completamente a sua perda, mas sei que há formas de continuar a honrar a sua memória e, ao mesmo tempo, de voltar a dar rumo à minha vida.

Nesta fase delicada, é preciso dar tempo ao tempo para poder processar a perda. Sobretudo, o vazio deixado. Há seis anos que estava a cuidar da minha mãe, que na sua demência passou a depender completamente de mim. A rotina de cuidar dela passou a fazer parte do meu dia-a-dia, de forma natural. Até ia partilhando imagens nossas, selfies, nas redes sociais, ora como forma de algum desabafo, ora como forma de inspiração, para que outros fizessem o mesmo pelos seus entes queridos. Felizmente, neste percurso, pude contar com algumas pessoas fantásticas sempre que me tinha de ausentar ou em outras situações.

Por isso, nunca pensei sofrer tanto. Pensei antes vir a sentir alívio... mas não! Também pensei que não viria a sentir tanto a sua perda, pois a mãe que eu conhecia já partira há muito. No fundo, este é um segundo luto…

Não sei se existe um período de tempo determinado para a duração do luto. Acho que depende de cada um. A saudade da minha querida mãe não mais deixará o meu peito, mas hoje posso dizer que estou a aprender a conviver melhor com a sua ausência. Pensando que a vida que ela levava, já há muito tempo, não fazia sentido e que agora, finalmente, encontrou a paz e a tranquilidade que tanto ansiava e merecia.

O luto pode estar a chegar ao fim, mas não deixarei de pensar nela. E se a minha mãe ainda pudesse dizer-me algo, estou certo de que me diria para continuar a levar a minha vida da melhor forma possível…












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Colaborações entre celebridades e marcas já não são novidade... Existem várias parcerias em que músicos, actores, modelos e desportistas criam peças de vestuário, sapatos, perfumes, carteiras, entre outros. Até ao momento, este ano já trouxe lançamentos de sapatos de Katy Perry, Zayn Malik e Jennifer Lopez. Agora, Ellie Goulding é a mais recente estrela da música a figurar no negócio do calçado.

Pois é, hoje venho falar-vos de uma última e inesperada associação: a cantora Ellie Goulding criou uma linha de sapatos com a marca de retalho alemã Deichmann. Uma coleção que inclui alpercatas, ténis, sandálias (rasas, de cunha ou de salto), sapatos e até “mules”, ou seja, um sapato para cada ocasião.

Quanto à campanha, muito bonita por sinal, a cantora britânica nomeada para os Grammy foi fotografada em Londres pelo fotógrafo Louie Banks. O styling ficou a cargo de Cher Coulter, que já trabalhou com estrelas como Rosie Huntington-Whitley, Kirsten Dunst e Demi Moore. Emil Nava, famoso pela criação de videoclipes para Rihanna, Selena Gomez, Calvin Harris e Ne-Yo, foi o realizador do filme do anúncio, ao ritmo de uma canção de Ellie - “Something in the way you move”, bem apropriada, por sinal.

Serve o ensejo para falar desta cantora que me fascina há muito. Para lá de uma beleza singular, o efeito especial de Goulding é a sua voz única: alta, flexível e algo trémula, que parece ter um vibrato construído para adicionar uma emoção diferente a cada nota. Ela pode vir a sofrer efeitos, mas o foco continua a ser as notas que Goulding consegue produzir, algo como uma espécie de “arrebatamento” vocal.

Para além disso, Ellie Goulding é uma das poucas estrelas a compor as suas próprias canções e também a executar perfeitamente instrumentos como guitarra, bateria e teclados. Ela subiu ao topo das tabelas com a sua contribuição para a banda sonora do blockbuster "50 Shades of Grey" e tem sido uma das mais bem-sucedidas artistas a solo britânicas. Agora, com a Star Collection, a sua primeira coleção de sapatos, em associação com a maior distribuidora de calçado da Europa, Deichmann, ela também vai fazer balançar o mundo do calçado.

"Para mim, os sapatos são uma indicação do humor com que se está", disse Goulding num comunicado. "Lançar uma coleção dos meus próprios dá-me a oportunidade de expressar o meu estilo. A minha linha inclui sapatos para qualquer ocasião."

Vejam as fantásticas imagens…











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Hoje, 22 de abril, o mundo inteiro celebra o Dia da Terra, uma expressão simples, mas ao mesmo tempo cheia de conteúdo, já que faz referência ao planeta que habitamos e ao mal que temos feito com ele para as futuras gerações. Aliás, nos dias que correm, o Dia da Terra deve ser mais advertência do que celebração.

A origem dessa data remonta a 1970 (sobre ela já falei diversas vezes aqui no blog). A temática deste ano incide sobre “Literacia ambiental e climática”, promovendo o conhecimento e a capacitação da população sobre as mudanças climáticas, riscos e modos de inspirar ações em defesa da protecção ambiental.

Portanto, a agricultura e todo o ciclo de produção de alimentos até chegar ao nosso prato é um dos principais contribuintes para o aquecimento global. Por exemplo, estima-se que a produção pecuária possa produzir mais emissões de gases com efeito de estufa do que os transportes, no seu todo. Já alguma vez tinham pensado nisso?

Ora, se os agricultores e a indústria alimentar podem melhorar ambientalmente as suas práticas, também nós, cidadãos comuns, o podemos fazer. Através dos alimentos que decidimos comprar regularmente, podemos influenciar decisivamente o ambiente. Como? Vejamos:

– Adoptando um padrão alimentar do tipo mediterrânico com aumento da presença de produtos de origem vegetal que podem contribuir para minimizar os impactos que o consumo alimentar pode produzir no meio ambiente.

– Preferindo produtos produzidos regionalmente e comprando, sempre que possível, localmente, evitando trajetos longos para adquirir alimentos.

– Substituindo proteína de origem vegetal (aumentando o consumo de leguminosas como o grão, feijão ou lentilhas) em vez de quantidades excessivas de carne ou peixe diariamente.

– Reduzindo o consumo de produtos que viajam muitos milhares de quilómetros até chegar às nossas mesas e evitando meios de transporte como o avião, para transportar alimentos.

– Reduzindo as sobras e desperdícios alimentares no dia-a-dia.

– Preferindo os produtos vegetais (frutos e hortícolas) da época.

– Preferindo a água, como principal bebida ao longo do dia.

– Reduzindo a compra de embalagens e reciclando sempre que possível.

Estas medidas adoptadas por milhões de pessoas em todo o mundo podem dar um grande contributo para a redução da emissão de gases com efeito de estufa, redução dos gastos com água e energia e, assim, permitirem um futuro mais saudável para todos nós e para o nosso planeta.

O planeta que habitamos tem 4,543 biliões de anos e continua a ser o único objecto conhecido no universo capaz de originar e abrigar vida. Também é o planeta mais denso do Sistema Solar, mas nos últimos 35 anos perdeu um terço da vida silvestre – o que é muito, gravíssimo e dificilmente recuperável.

Se nos preocupássemos mais em compartilhar informações sobre o ambiente, se nos solidarizássemos com a reciclagem de embalagens, se nos comprometêssemos com a economia de água, com a utilização de energia limpa e conhecêssemos a lista de animais em vias de extinção, sem dúvida contribuiríamos para melhorar o que nos cerca e o que iremos deixar para as futuras gerações.

Mas para que tal não fique apenas na teoria, o que pode fazemos fazer, a outro nível, pela Terra? Aqui ficam mais alguns conselhos simples para cuidar do planeta com pouco esforço e grandes resultados:

. Utilizar lâmpadas de baixo consumo;

. Apostar nas energias renováveis;

. Dar mais vida à natureza, plantando, pelo menos, uma árvore;

. Reciclar e conhecer o que é biodegradável e o que não é;

. Não utilizar sacos de plástico ou reciclá-los, se os tiver que usar;

. Calcular a pegada de carbono. Com a ajuda de um calculador de carbono, é possível conhecer qual é a contribuição pessoal ao aquecimento global e, desse modo, reduzir a poluição de cada um.

Porém, talvez o melhor e mais simples seja fazer com que todos os dias sejam o Dia da Terra. Por isso, nada melhor do que nos comprometermos diária e afincadamente com o nosso planeta.

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A Longa Vida está a comemorar os seu 60 anos de existência. E resolvi falar desta marca por se confundir com a própria história do iogurte em Portugal. Ora leiam…

Recuemos até 1957, quando três familiares do Porto decidiram comercializar lotes de manteiga e queijo proveniente dos Açores. Certo dia, um dos sócios teve uma enorme dor de dentes, o que o levou até ao dentista. Prescrevendo evitar sólidos por tempo prolongado, o dentista aconselhou-o a experimentar o iogurte, produto pouco comercializado na época. A prova desta nova, deliciosa e fresca iguaria fê-lo convencer a restante equipa a criar o Iogurte Vitaminado Longa Vida, acompanhado pela imagem do “Velho das Barbas”. Inicialmente, entrou apenas nas farmácias, mas rapidamente deu o pulo para as mercearias (na altura ainda não havia supermercados). O sucesso foi tal que o negócio facilmente cresceu do Porto para toda a região Norte e dali para o resto do país.

No decorrer do aumento do comércio de iogurtes em solo luso, a Longa Vida foi integrada em 1993 na multinacional Nestlé e hoje é uma das marcas que tenta fazer frente à Danone, líder do mercado. Denote-se que o mercado de iogurtes, no nosso país, tem vindo sempre a aumentar e hoje cada pessoa consome, em média, entre 16 a 18 kg de iogurte por ano. É obra!

A clássica imagem do velhinho, com ar saudável e bonacheirão, quase a fazer inveja ao Pai Natal da Coca Cola, tinha deixado de vigorar na marca. Com a constante mudança de imagem das marcas, dos seus logos e respectivo packagings, o velhinho barbudo perdera importância. Até hoje!

O célebre velhinho das barbas, verdadeiro ícone da Longa Vida, está de regresso nas mais recentes embalagens dos iogurtes da marca, agora detida pela Nestlé, para assinalar o seu 60º aniversário. E os icónicos copos de vidro também estão de volta. A marca decidiu lançar esta edição vintage porque sente que a marca ainda tem muito para dar. Estou certo de que sim! Pois a imagem do seu velhinho inspira confiança e saúde.


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Há mais de 90 anos que os Estúdios de Animação Disney têm adaptado, reescrito e ilustrado histórias originais dos Irmãos Grimm, com o fim de entreter, divertir e ensinar valores aos mais novos. Nessas readaptações, as princesas Disney revelam um universo cheio de fantasia e beleza, com figurinos que encantam e exercem grande fascínio, especialmente entre as meninas.

Mas a ilustradora americana Claire Hummel pôs-se um dia a imaginar como seria o visual das Princesas Disney se elas tivessem vivido no exacto momento histórico dos seus filmes… certamente, elas teriam um estilo um pouco diferente se os seus famosos vestidos seguissem à risca a moda da época.

Procurando fazer essa fundamentação, dedicou-se a pesquisar o contexto histórico de cada um dos clássicos da Disney para descobrir ao pormenor como seriam os figurinos tradicionais de cada época, bem como o local originário das princesas. Com base nas suas descobertas, a artista recriou o visual da Branca de Neve, Mulan, Ariel e de outras princesas das famosas histórias de encantar que nos acompanharam durante toda a infância.

Claire tentou não fugir muito ao espírito do desenho original, mantendo, assim, os detalhes e as cores, mas melhorou a precisão dos modelos, acessórios e penteados, de acordo com a época em que cada princesa estava inserida. Além de toda a pesquisa de moda, convém frisar que a ilustradora teve algum trabalho para descobrir, com alguma precisão, as datas representadas nos desenhos, já que tal não costuma vir citado.

O resultado é deveras impressionante e permite-nos olhar de uma nova perspectiva para as personagens. Ora vejam:

Aurora (A Bela Adormecida): vestido de realeza de 1485


Branca de Neve: Alemanha, século XVI


Cinderela: vestido de baile dos anos 1860


Mulan: com uma roupa tradicional da etnia Han na China, antes da Dinastia de Qing


Belle (A Bela e o Monstro): vestido inspirado na moda da corte francesa de 1770


Ariel: vestido de noiva de baile dos anos 1890


Jasmine (Aladin): roupa inspirada em raras ilustrações da época do pré-islamismo no Médio Oriente


Pocahontas: vestes e pinturas inspiradas nos índios Powhatan do século XVII


Megara: com traje grego aproximadamente 600 anos antes de Cristo


Rapunzel: com vestido do Período Regencial no século XVIII


Tiana: com vestido para dançar foxtrot nos anos 20


E ainda uma "princesa do mal", Maléfica (A Bela Adormecida): com vestimenta e adorno de cabeça de uma época por volta de 1480

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