O Halloween chegou mais cedo aos cinemas... Os Wishbones estão longe de ser uma família perfeita ou feliz. A mãe, Emma, possui uma livraria que está envolvida em dívidas, o pai, Frank, trabalha demasiado num escritório e sofre sob a alçada do seu chefe tirano, a filha, Fay, é uma adolescente preocupada com a aparência que acaba por se apaixonar pela primeira vez, e o genial filho Max está a ser intimidado na escola.

Na tentativa de voltar a reunir a família, Emma decide planear uma noite divertida de Halloween. No entanto, o seu plano vai por-água-abaixo quando Baba Yaga, uma bruxa do Leste, a mando do encantador Conde Drácula, os amaldiçoa e acabam por ser todos transformados em monstros: Emma torna-se uma vampira, Frank é agora o monstro de Frankenstein, Fay uma múmia e Max um jovem lobisomem. Em conjunto, esta família grotesca tem de perseguir a bruxa para poder reverter a maldição. Uma aventura que mete os Wishbones em sarilhos e os coloca em confronto com alguns verdadeiros monstros, incluindo o charmoso Drácula, que irresponsável e maléfico, professa o seu eterno amor por Emma. A estrada para a felicidade familiar está cheia de buracos e curvas apertadas. Ou melhor, dentes afiados...

Esta é a premissa de uma típica produção animada voltada para o público infantil. “Um susto de família” lança mãos dos estereótipos familiares para, a partir da metáfora, reforçar valores importantes para as crianças, o que é de louvar. Porém, em termos de animação, se o compararmos com o nível de sofisticação a que o cinema do género já alcançou (por exemplo, através da Disney/Pixar), o filme do realizador Holger Tappe deixa um pouco a desejar num mercado cada vez mais exigente.

"Happy Family" (no original), baseado no livro homónimo do escritor alemão David Safier, centra-se na figura de Emma Wishbone. Como dito anteriormente, ela estava infeliz no casamento (com o marido, apático e escravo do trabalho), infeliz enquanto mãe (a filha adolescente tem vergonha dela; enquanto o filho, menor, é vítima de bullying na escola), infeliz no trabalho, pois não vende livros como gostaria… enfim, Emma está mesmo a viver um período de infelicidade. Até que a sua vida muda, ao ligar acidentalmente para Drácula, o Príncipe das Trevas, que, na sua solidão, apaixona-se imediatamente por ela e ordena que a bruxa Baba Yaga, sua cativa, através de um feitiço, intervenha como uma espécie de cupido na relação.

O resultado da magia acontece no momento já descrito, em que Emma, numa tentativa de dar um ânimo na família, leva-os a um baile de fantasia. Assim, cada membro da família Wishbone transforma-se no “monstro” do qual estava caracterizado no momento do feitiço. A partir de aqui tem início uma inesperada busca pelo reencontro com a união e a felicidade familiar.Neste cenário, duas personagens chama a nossa atenção: a bruxa Baba Yaga, meio atrapalhada, e a amiga de Emma, Sheila, muito zen e alternativa, mas sumamente decidida.

Eu, que vi o filme em antestreia na versão portuguesa, dou os meus parabéns a todo o elenco, pela excelência no trabalho de dobragem profissional. Embora não seja perfeito, “Um Susto de Família” dispõe bem e diverte q.b., miúdos e graúdos.


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Foi inaugurada hoje, na Gare Marítima Conde d'Óbidos, em Lisboa, a exposição "Debaixo do seu Nariz", que vem assinalar os 15 anos de existência da Operação Nariz Vermelho. Vai daí, eu pergunto-me: será que conhecem bem esta organização? Será que sabem do seu extraordinário trabalho desenvolvido? Pois bem, 15 anos parece-me uma boa data para me juntar às comemorações e de lhes prestar homenagem, falando da Operação Nariz Vermelho no meu blog.

A Operação Nariz Vermelho é uma organização que leva sorrisos aos mais novos em situação de fragilidade, como o internamento hospitalar. Ano após ano, vários palhaços levam alegria aos serviços de pediatria. Um trabalho sério e fundamental para todas as crianças que se encontram doentes e confinadas entre as 4 paredes da ala de um hospital. A Operação Nariz Vermelho espera, até ao final deste ano, poder juntar mais um hospital aos já 14 do país onde 23 “doutores palhaços” estão a trabalhar com crianças internadas. Se tal meta for atingida, ficará quase um slogan - “15 anos, 15 hospitais”.

Os 23 profissionais que desempenham esta tarefa, sempre com o nariz vermelho colocado, já passaram por mais de 80 serviços de internamento de crianças, com diferentes características que lhes exigiram formação específica e uma profissionalização deste trabalho. E em 15 anos, a Operação Nariz Vermelho conseguiu chegar (e alegrar) a 41 mil crianças.

Mas este é um momento especial. De comemoração. E para envolver todos os que (felizmente) não vêem o trabalho da Operação Nariz Vermelho, muitas pessoas que também precisam de sorrir, a organização convida a uma exposição dinâmica, a mergulhar no conceito de humor, riso e palhaços. Com recurso a filmes, performance, escultura, literatura, desenho e pintura, "Debaixo do seu Nariz" pretende representar o cómico e o riso, quer seja de forma mais directa ou mais abstracta. Porque rir é, literalmente, um dos melhores remédios, não deixem de visitar a exposição "Debaixo do Seu Nariz", na Gare Marítima da Rocha de Conde d’Óbidos, em Alcântara, patente até 19 de Novembro, com abertura ao público marcada já para amanhã.

Mais informações em www.narizvermelho.pt

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Neste Outono, a ModaLisboa voltou a mudar. A mudar de espaço e de palco, entenda-se, deixando o habitual Pátio da Galé para subir até ao Pavilhão Carlos Lopes, olhando de outra forma para a luz que irradia sobre a cidade de Lisboa.Sim,a 49ª edição da ModaLisboa fez-se sob a influência da “Luz”. E as propostas de criadores nacionais e internacionais convidados “iluminaram” o Pavilhão Carlos Lopes, recentemente alvo de obras de recuperação. De 5 a 8 de outubro e sob o tema “Luz”, os desfiles decorreram tanto indoor, como outdoor, nos jardins do Parque.

Eu lá fui, com alguma limitação de tempo, mas do que vi, adorei. Destaque para dois designers de peso – Nuno Gama e Nadir Tati. Por um lado, a rica simplicidade de Nuno, com a dupla de cores azul e branco a predominarem e a sugerirem a inspiração principal: o azulejo português. Por outro, o colorido africano de Nadir. A angolana apresentou a sua coleção “arte africana”, apostando na utilização da capulana, tecido tipicamente africano.

Ricardo Preto, Dino Alves, Luís Carvalho, o esperado retorno de Aleksandar Protic ao palco lisboeta e Filipe Faísca, que encerrou em grande esta edição, foram outros dos muitos criadores que também apresentaram as suas propostas para primavera-verão 2018. No total, foram 15 os desfiles levados a cabo, incluindo o habitual Sangue Novo, uma oportunidade da Lisboa Fashion Week para os talentos emergentes da moda.

A ModaLisboa mudou. Para melhor. Desde Cascais que não se via este arejamento E as esplanadas montadas, com os quiosques, foram uma boa ideia para o convívio, numa Lisboa cada vez mais trendsetter. A Lisboa Fashion Week, está de volta em Março do próximo ano, com propostas para Outono/Inverno 2018/19. Até lá, acompanhem tudo aqui: dailymodalisboa.blogspot.com e www.modalisboa.pt


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Andy Warhol queria morrer com elas vestidas, Giorgio Armani considera-as a democratização da moda e Yves Saint Laurent tinha pena de não as ter inventado. Os jeans, denim ou calças de ganga, são sempre uma boa ideia para qualquer look e transversais a qualquer tendência.

Por outro lado, a moda adora colaborações. E, muitas das vezes, essas colaborações resultam em coleções estendidas de produtos específicos com o objetivo de levar essas linhas para além do comum das lojas. Podemos observar a Louis Vuitton x Supreme ou a Coach x Selena Gomez como exemplos recentes. Mas o que nunca se viu é o facto de uma casa permitir a outro diretor, artista ou fotógrafo criativo, reinterpretar as suas mensagens de comunicação na sua própria voz e mão. Ora, os artesãos, fundadores e diretores criativos Erik Torstensson e Jens Grede fizeram exactamente isso na sua última colaboração da sua marca Frame Denim com o fotógrafo Bruce Weber, que é tudo sobre liberdade…

Tendo crescido com as imagens de Weber nos anos 80 e 90, o casal enviou a ao fotógrafo uma caixa de jeans sem lhe pedir nada, a não ser "enviar a sua própria interpretação e ponto de vista sobre os jeans de hoje". Começando com uma admiração que se encorajou numa amizade, a dupla partiu para trabalhar com Weber num projeto que nunca seria um acordo comercial convencional: sem temporada, sem prazo, sem perímetros em mente. Eles desbloquearam todas os limites e Weber soube tirar partido disso.

O resultado é um testemunho de confiança criativa de ambas as partes e uma pitada de génio de marketing por parte dos proprietários da Frame Denim. Obviamente, eles associaram-se à experiência de Weber, que veio com, nada mais, nada menos do que a modelo Elaine Irwin. Imagens divertidas que marcam a diferença e são um deleite para a nossa vista...














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Porque F is for… Fantastic Times, eis que saiu mais uma edição da F Magazine Luxury para os próximos três meses, em que para além do Outono, vamos ter o Natal...

Por falar em Outono, não só as folhas caem nesta estação… também há renovação e florescimento.

Começando pela fantástica capa, com a top model luso-angolana Sharam Diniz, que continua a florescer numa geração de modelos de ascendência africana e que tem encantado as passarelas e as revistas internacionais. Também a florescer está a Fiu Negru, uma marca angolana de moda. Podem conhecer a sua criadora, Mariângela Almeida, na entrevista do seu interior.

Por outro lado, revista aumentou de formato, ficando ainda mais atractiva e elegante...

Mas a F Magazine Luxury também sugere outras renovações… basta seguir as suas sugestões: viajar nos comboios mais luxuosos do mundo, descobri as mais belas óperas ou evadir para o Alentejo mais Premium. Para quem preferir algo mais activo, a revista apresenta ainda o top dos campos de golfe em Portugal e destinos fitness mundiais.
Em termos de decoração, a F Magazine Luxury surpreende-nos com as novidades da Gucci e dá dicas sobre como decorar espaços masculinos.

Mais uma edição recheada de conteúdos interessantes ao longo das suas páginas. E para colmatar o tempo de espera pela próxima, a revista tem uma App gratuita e interativa, um site próprio - www.fmagazineluxury.com, e está presente nas principais plataformas de redes sociais – Facebook, Instagram e Pinterest. Basta seguir…


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Meu Deus, existe alguma coisa para a qual a Disney ainda não tenha sido adaptada? E eu nem falo de todas… talvez não! Mas, embora tenha havido um número de príncipes e princesas transformados, um artista decidiu centra-se nos anões e convertê-los em homens de tamanho normal e musculados.

Silverjow é o hábil senhor do lápis e o talento por trás destas transformações, representando os mineiros como homens modernos, totalmente barbudos, em formato XXL.

Recordo que os Sete Anões é um grupo de personagens que aparece no conto escrito pelos irmãos Grimm chamado Branca de Neve, celebrados na animação da Disney do final da década de 1930 como "Branca de Neve e os Sete Anões".

Apreciem e divirtam-se…


Tímido


Zangado


Sabichão


Atchim


Feliz


Soneca


Mudo


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Pois é, tinha de iniciar a rentrée do meu blog, depois de umas pequenas férias, com uma grande novidade, que a todos os amantes de chocolate vai agradar… Ruby torna se a primeira cor natural do chocolate em mais de 80 anos. Segundo Barry Callebaut, produtora de doces e chocolates e inventora deste com tom rosado, esta é a primeira cor natural para este género alimentício desde que a Nestlé revelou o chocolate branco.

Barry Callebaut é uma conceituada empresa suíça de chocolates e lançou, recentemente, uma quarta categoria do doce que não é amargo, de leite ou branco. O novo tipo foi batizado de Ruby e a diferença em relação aos outros é o seu sabor voltado para "frutas frescas com suavidade" e caracterizado pelo tom cor-de-rosa.

"Estamos ansiosos por trabalhar com parceiros na introdução deste inovador avanço no mercado e disponibilizar a nova categoria Ruby Chocolate aos fabricantes e consumidores de chocolate de todo o mundo como a quarta referência, ao lado do chocolate de leite, preto e branco", anunciou a empresa, que resultou da fusão entre o fabricante belga de chocolate Callebaut e Cacao Barry, produtor francês de chocolate.

O chocolate Ruby está em desenvolvimento há 13 anos, desde que a empresa descobriu um novo tipo de cacau durante experimentos e refinamentos nos seus laboratórios. No entanto, foi só há dois anos que a empresa decidiu haver um mercado global para um chocolate cor-de-rosa. O grupo suíço acabou por lançar esta nova categoria, que se caracteriza por sabor frutado, mas nenhuma cor ou sabores extras são adicionados para criar a sua tonalidade, que advém de um pó extraído durante o processamento.

O cacau Ruby é cultivado na Costa do Marfim, no Equador e no Brasil, e a empresa confirmou ser inteiramente natural e não geneticamente modificado. "Nós não adicionamos aromas, nem corantes, nem aditivos: tudo sai da semente do cacau e é tudo natural", afirma Peter Boone, Diretor de Inovação e Qualidade da Barry Callebaut. "É uma dedicação em anos de pesquisa sobre os processos artesanais de fazer chocolate. Mas também foi sorte termos encontrado este potencial no cacau há 13 anos".

O novo chocolate rosa poderá chegar às prateleiras dos supermercados europeus em cerca de seis meses, mas é bom que se saiba que foi desenvolvido por Barry Callebaut, o maior processador de cacau do mundo.

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Primeiro, foi o “hygge” dinamarquês. Agora, surge o “lagom” sueco, que poderá bem tornar-se no novo estilo de vida “sensação”. E antes de partirmos de férias - o meu blog e eu - deixo aqui uma reflexão, mas acreditem, vou tratar de ser feliz…

Para quem não sabe, o “hygge” (pronuncia-se huga) é a “obsessão” pelo acolhedor e confortável oriunda da Dinamarca, tendo sido um dos fortes candidatos a palavra do ano em 2016. Mas este ano surge um novo way of life escandinavo que também promete conquistar muita gente e, quiçá, tornar-se firme candidato a palavra do ano 2017… Originário da Suécia, denomina-se “lagom” (pronuncia-se laghum), que apesar de não ter tradução direta para outras línguas, tal como a palavra portuguesa “saudade”, quer aproximadamente dizer “a quantidade certa”, “moderação” ou “menos é mais”, dependendo dos contextos.

Na actualidade, em que as pressões sociais parecem existir por todo o lado, o stress no trabalho está muitas vezes a rebentar pelas costuras e a nossa vida é, literalmente, uma correria, o “lagom” convida-nos a “evitar o excesso e a limitação extremos, o que nos permite entender melhor o que nos faz felizes e o que funciona para o nosso bem-estar mental”, segundo o psicólogo Niel Eék. E o que é que tal significa? No fundo, é deixar de fazer o que é desnecessário ou supérfluo. Ou seja, por exemplo, se estamos numa fila que está a demorar muito, para quê discutirmos e mostrar-nos muito chateado se lá temos de continuar? Não só não resolvemos nada, como ainda estaremos a incomodar outras pessoas… E para quê ficarmos a trabalhar horas e horas depois da nossa hora de saída, se podemos estar mais atentos nas horas efectivas de trabalho, podendo planear melhor o nosso dia e até delegar algumas tarefas?

Perceberam agora? A ideia é a de promover a calma e desincentivar tudo o que é realmente desnecessário, seja em termos de esforço, stress ou limitações.

Porém, surge-me uma dúvida: porque é que o índice de suicídios é mais elevado nos países considerados “mais felizes”, como a Dinamarca e a Suécia? Não é um paradoxo? Têm dois conceitos que promovem a felicidade e o bem-estar, porém, também estão entre os países com mais suicídios. É um facto: as maiores taxas de suicídio são registadas nos países considerados “mais felizes”. Estes dados são enfatizados no estudo “Dark Contrasts: The Paradox of High Rates of Suicide in Happy Places”, de 2011, elaborado conjuntamente por pesquisadores da britânica Universidade de Warwick e pelos norte-americanos Hamilton College e a Universidade de São Francisco.

Os responsáveis pelo estudo pretendiam documentar e analisar as causas desta paradoxal relação entre felicidade e suicídio, entendendo por “felicidade” um conjunto de aspectos de natureza material, como ter dinheiro suficiente, boa moradia, comida, roupa, carro e lazer q.b., além de uma vida saudável, livre de privações e com autonomia para cuidar de si próprio. O estudo teve em consideração as primeiras posições na lista dos países considerados pela revista Forbes como os “mais felizes do mundo”, bem como os seus índices de suicídio. Os 10 países, no ano do estudo, eram, por ordem de primeiro a décimo, a Noruega, a Dinamarca, a Finlândia, a Austrália, a Nova Zelândia, a Suécia, o Canadá, a Suíça, os Países Baixos e os Estados Unidos. Por sua vez, esta lista baseava-se no chamado “Índice de Prosperidade”, elaborado pelo Instituto Legatum, de Londres, que classifica 110 países.

As conclusões do estudo indicaram que os países mais destacados na “lista da prosperidade” eram, ao mesmo tempo, os que apresentavam os índices mais altos de suicídio. E observam que tal paradoxo tem a ver com uma comparação entre o nível de felicidade dos suicidas e o nível de felicidade dos outros: a felicidade alheia seria um factor de risco para as pessoas de baixa auto-estima, descontentes por viver em lugares onde o resto dos indivíduos demonstra mais felicidade do que elas.
Tais conclusões questionam outras que, até então, atribuíam o índice de suicídios em países nórdicos às características particulares do próprio país, como as escassas horas de luz solar no inverno. Eram também apontadas diferenças culturais e atitudes sociais em relação com a felicidade e com o modo de conceber a vida.

Como conclusão, os autores do estudo indicam que “os seres humanos podem construir as suas normas mediante a observação do comportamento e dos resultados atingidos por outras pessoas e tendem a julgar a sua própria situação com menos dureza quando observam outras pessoas com resultados similares aos seus”.

Finalizando: onde entramos nós, os portugueses? Segundo Meik Wiking, o homem mais feliz do mundo, presidente do Happiness Research Institute e autor de “O Livro do Hygge — O segredo dinamarquês para ser feliz”, os portugueses estão cada vez mais felizes. “Neste momento, parece que há um sentimento de otimismo no país. E no futuro, Portugal poderá ser um dos países mais felizes do mundo. Acredito que alguns valores partilhados pelos portugueses conduzem à felicidade porque realçam a formação de relações sociais de proximidade com família e amigos. Ah, e também acho que os dinamarqueses e os portugueses têm em comum o facto de serem pessoas relaxadas e talvez menos competitivas do que na Coreia do Sul ou nos Estados Unidos. Não vejo razões por que Portugal, a longo prazo, não possa estar mais próximo dos países mais felizes do mundo.

Recordo que segundo o relatório anual da Organização das Nações Unidas de 2016, Portugal é considerado o 94º país mais feliz do mundo numa lista total de 157. Portanto, estamos atrás de países como o Paquistão, Hungria, Sérvia e China e à frente do Afeganistão, Síria e Burundi, que ocupam os últimos lugares da lista. Provavelmente, a razão pela qual Portugal está numa posição mais baixa do que as expetativas — em relação ao desenvolvimento da economia social do país — pode-se explicar pela tendência de comparar a nossa situação com a dos outros. Por exemplo, a satisfação com o seu salário depende não só de quanto se ganha, mas de quanto ganham os nossos amigos e família — se, por hora, ganharmos oito euros e toda a gente ganhar 10, vamos sentir-se menos feliz do que se ganharmos cinco euros e os outros três…

Concluindo, como se consegue perceber quão feliz uma pessoa possa ser? Acho que o problema de medir a felicidade é que a mesma é um fenómeno muito subjetivo. O que a felicidade é para mim pode não ser o que é para vocês... mas acreditem, com as férias à porta, o meu índice de felicidade subiu consideravelmente. Tratem de ser positivos e felizes, pois torna-vos mais saudáveis.

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Peggy cresceu na Califórnia, mas nunca foi a típica rapariga de praia saudável e bronzeada. "Eu até costumava aterrorizar os homens", disse uma vez. Porém, os homens mais inclinados artisticamente foram atraídos por Moffitt como uma traça pela luz. Numa época em que a lindíssima Jean Shrimpton fazia furor, Peggy, tal como Twiggy, conseguiu impor-se na industria da moda pela sua diferença e autenticidade. E tornou-se num cisne…

Nascida em Los Angeles a 14 de maio de 1940, Margaret Anne Peggy Moffitt fez diversos filmes entre as décadas de 1950 e 1960, mas sempre em pequenas aparições e participações, contudo, foi como modelo que se destacou nos idos anos 60. Começou por ser musa absoluta do estilista Rudi Gernreich, cujas roupas usadas por Peggy e fotografadas por Bill Claxton transformaram-se no ícone dos Swinging Sixties, mas 1964, tornou-se manchete internacional ao apresentar o monoquíni, num estilo de vestir, principalmente como traje de praia, que mais tarde veio a conhecido como topless.

Ainda durante a década de 1960, ela desenvolveu um estilo próprio, que foi a sua imagem de marca, incluindo pestanas postiças e maquilhagem pesada, baseada na caracterização do teatro Kabuki japonês. O seu penteado, um corte à tigela assimétrico, criado por Vidal Sassoon, tornou-se igualmente famoso e ficou conhecido como o "ponto cinco" ou “cinco pontas”. Mas foi o seu olhar único e a teatralidade das poses que a tornou num ícone da cena da moda dos sixties.

Foi todo um novo conceito estético que ela lançou. Peggy Moffitt foi a modelo que mudou o estilo de fotografia nessa década. Mas o tal episódio que a catapultou, foi de facto um marco. No dia 4 de junho de 1964 ela causou burburinho nos media por ter sido fotografada semi-nua num monoquíni criado por Rudi Gernreich. A imagem de Moffitt foi feita por William Claxton, que era marido de Peggy e colaborador assíduo da dupla. Não era mais do que um mailhot de malha cortado abaixo do busto, que acabou por ser um marco na Revolução Sexual dos Anos 60, causando muitas polémicas, entre elas, pedidos de casamento e ameaças de morte. O monoquíni envolveu inclusive a justiça americana, que foi obrigada a rever as suas leis sobre o nudismo. A própria Peggy desabafa: “Essa fotografia levou um sexto de segundo a ser feita e eu tive que passar a minha vida inteira a falar sobre isso!”

Juntamente com o designer Rudi Gernreich e o seu marido, o fotógrafo William Claxton, Moffitt fazia parte de um trio inseparável. O grande cabeleireiro, Vidal Sassoon, disse dela: "Balançava os cabelos e dançava. Ninguém se movia como Peggy". Os caminhos selvagens de Moffitt foram captados em vários filmes, incluindo “Blow-Up” de Michelangelo Antonioni, “Qui Êtes-Vous, Polly Maggoo?” de William Klein e “Basic Black” de Claxton, considerado como o primeiro vídeo de moda.

O seu talento associado ao seu visual único mudou a cena da moda na década de 1960. Hoje, Peggy Moffitt, a musa do monoquíni, tem já 77 anos e não se desfez ainda da sua imagem. A modelo que nunca foi bonita mantém o cabelo assimétrico e as roupas psicadélicas e, de certa forma, o seu look permanece como foi desde o início. Única!














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Ou será melhor: "A intimidade dos super-heróis"(?). Sim, quem disse que os super-heróis não têm vida íntima? Através de uma versão muito Pop Art, o ilustrador francês Greg Guillemin elaborou a série “The Secret Life of the Heroes” para nos mostrar a vida secreta e quotidiana de vários deles, defendendo que os super-heróis têm uma vida tão comum quanto a nossa.

Guillemin, na sua engraçada série de ilustrações, mostra situações verdadeiramente normais e engraçadas, como super-heróis no WC, a tirar macacos do nariz ou até mesmo em momentos mais íntimos… Enquanto cada um dos seus projectos vai ganhando sucesso internacional via internet, algumas das suas imagens vão tornando-se icónicas. Afinal, não é todos os dias que alguém imagina ícones da BD em situações inusitadas, com cores limpas e sem nuances.

Vejam as imagens mais abaixo, apreciem e divirtam-se.














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