“Viver na Noite” é um episódio da lei Seca na América, inspirado num romance homónimo de 2012. Trata-se, também, do quarto filme realizado por Ben Affleck, após “Argo” (2012), “The Town” (A Cidade, 2010) e “Gone, Baby, Gone” (Vista Pela Última Vez…,2007), e conta com a participação do próprio, bem como de Elle Fanning, Chris Messina, Sienna Miller, Zoe Saldana, Brendan Gleeson e Chris Cooper. Portanto, não é a primeira vez que Ben Affleck se estreia como realizador, porém “Viver na Noite” não só é realizado, como também é interpretado, produzido e escrito (a partir do livro de Dennins Lehane) por ele.

A trama desenrola-se em torno de um veterano americano que entra no mundo dos gangsters. Ben Affleck interpreta o papel de Joe Coughlin, veterano da 1ª Guerra Mundial regressado a Boston, colocando em causa a guerra e os homens que a criam. Por isso, Joe decide nunca mais trabalhar por ordens de outros e torna-se um fora-da-lei, levando uma vida criminosa a assaltar bancos, mas sem se deixar dominar pelos tentáculos das máfias existentes. Embora sendo filho de um capitão da polícia da cidade, de origem irlandesa, Coughlin prossegue uma vida de crime e negligencia a educação severa a que fora submetido. No entanto, tudo muda quando se envolve com Emma Gould (Sienna Miller), amante de um líder de uma das facções existentes na cidade. O cenário tem lugar na década de 1920, numa época onde imperava a Lei Seca e a clandestinidade, a sede de poder e a ambição predominavam. Emma, mulher ambiciosa, acostumada a fazer uso da sedução para ocultar o desconforto de pertencer à classe baixa, acaba por trair o amor de Joe. Este, igualmente cheio de ambição, lança-se numa espiral de vingança e traição que o acaba por arrastar para o misterioso mundo de Tampa, na Florida…

Para além de se destacarem as prestações de Sienna Miller, de Chris Messina como Dion Bartolo, fiel companheiro de Joe e de Brendan Gleeson, que faz de Thomas Coughlin, o capitão da polícia de Boston e pai do protagonista, para além de Affleck, embora algo contido, o restante elenco é eficiente. A atmosfera está equilibrada, balanceando entre a noite fria de Boston e o ambiente quente de Tampa. Já a direção de fotografia de Robert Richardson é irrepreensível, para além de toda a belíssima retratação daquela época, conseguida por bons cenários e um excelente guarda-roupa. As cenas de acção são empolgantes, estando, por isso, bem realizadas e dinâmicas.

Sobre o filme, Ben Affleck acrescenta: "Quis deixar claro,por exemplo,que a América foi feita tradicionalmente por imigrantes. Havia os italianos e os irlandeses, depois os dominicanos e os cubanos,por aí adiante.Cada um desses grupos tentou,e conseguiu, obter um lugar à mesa da nação nova que escolheram habitar. Porque a América que
conhecemos é muito jovem. Um país novo cheio de gente vinda de outro lado. Há um certo espírito americano que eu queria homenagear com isto tudo".

Em suma, “Viver na Noite” é um belo filme de gangsters, sobre o percurso de um homem deslumbrado pelo poder e atraiçoado pelos seus sentimentos, Joe. Um homem determinado, ganancioso e apaixonado, mas necessariamente cúmplice de uma era onde, citando a sinopse do romance de Lehane: “O pecado era motivo de celebração e o vício uma virtude nacional”. Um filme que tem também a produção de Leonardo DiCaprio e que promete alcançar enorme sucesso neste período de prémios cinematográficos em que já entrámos.


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Se fossem raparigas normais e a viver nos tempos actuais, como se pareceriam as princesas da Disney? A ilustradora e designer canadiana, Anoosha Syed adora as princesas da Disney. Gosta tanto que tentou aproximá-las da sua realidade, transportando-as para o século XXI.

Sendo uma ilustradora de personagens de animação para programas de televisão e livros infantis e fã confessa da Disney, decidiu criar ilustrações que mostram como seriam estas heroínas enquanto adolescentes ou jovens adultas na actualidade. Além da aparência e do estilo, Anoosha também imaginou a profissão que teriam. Com esta interpretação, as princesas obtiveram também um novo destino e corpos bem diferentes do “padrão princesa”.

Ora, vejam já o resultado a seguir… quanto aos outros trabalhos de Anoosha, podem ser consultados aqui: http://www.anooshasyed.com/


Merida, a punk rocker

Merida, de "Brave- Indomável", descobriu o mundo britânico do punk rock e, provavelmente, a sua banda favorita é Mor’du.


Branca de Neve, a rainha das redes sociais
Conhecida no mundo virtual como @poison_apple7 (LOL), Branca de Neve é uma blogger de moda, amante da natureza, de roupas vintage e de filmes antigos.


Pocahontas, a linguista
Pocahontas expressa o seu amor pela língua, trabalhando em part time como tradutora, ao mesmo tempo em que estuda linguística na faculdade. O seu sonho é trabalhar como conselheira cultural na indústria cinematográfica, certificando-se de que os filmes de Hollywood respeitem outras culturas e tenham conhecimento da origem dos materiais usados nas produções. Ah, e a carteira de guaxinim/mapache é falsa, obviamente.


Ariel, a antropóloga
Enquanto criança, Ariel, de "A Pequena Sereia", pensava que viria a ser bióloga marinha. Porém, isso mudou quando ela pisou em terra firme através da intervenção de Eric, o príncipe numa outra história… e achou os seres humanos tão fascinantes que decidiu estudá-los.


Esmeralda, a bailarina

Esmeralda, de "O Corcunda de Notre Dame", chegou a França como refugiada quando era bem pequena. Trabalhou arduamente até conquistar um lugar numa companhia de ballet.


Mulan, a cadete
Na esperança de seguir os passos do seu pai, ingressou numa escola militar – só para rapazes - quando muito jovem, disfarçada de um. Ela acabou por ser descoberta, contudo, o seu prestígio na instituição fez com que esta abrisse vagas para novas raparigas.


Tiana, a empreendedora

Tiana, de "A Princesa e o Sapo", figura na lista das “25 pessoas mais bem sucedidas abaixo dos 25 anos”. A razão: ela é uma das mais jovens gerentes de restauração do mundo, possuindo restaurantes espalhados por todo o lado.


Belle, a fã
Leitora ávida e amante de personagens bem escritas, Belle, de "A Bela e o Monstro", é também apaixonada por séries de TV e filmes.


Jasmine, a blogger de viagens

Jasmine, de "Aladdin", vive a explorar o mundo, imergindo nas mais diversas culturas. Ela também é activista dos direitos dos animais e está a estudar para se tornar veterinária


Jane, a artista
Após se graduar em ilustração científica, o pai de Jane, de "Tarzan", fez-lhe um convite inesperado: ir ajudá-lo nas suas pesquisas sobre gorilas africanos no Congo. Jane resolveu acompanhá-lo, aproveitando para desenhar os animais cara-a-cara ao invés de vê-los no jardim zoológico.

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Emma Stone, Natalie Portman, Drew Barrymore, Monica Bellucci e Hugh Grant, entre outros, deram nas vistas na passadeira vermelha da cerimónia dos Globos de Ouro 2017. Mas o grande protagonista da red carpet foi a cor amarela. Abundou na indumentária feminina… E se holofotes se viraram para as senhoras, como sempre, os homens não ficaram atrás. E junto do painel de estrelas masculinas, as barbas voltaram a imperar, a demonstrar que uma cara “vestida” continua na moda, com Aaron Taylor-Johnson, Ryan Gosling, Chris Hemsworth, Jon Ham, Ben Affleck, Jake Gyllenhaal, Chris Pine e Ryan Reynolds. Uma verdadeira “beard parade”.



A 74.ª edição dos Globos de Ouro, que decorreu domingo à noite no Beverly Hilton Hotel, em Los Angeles, nos EUA, teve 20 milhões de telespetadores, a segunda maior audiência numa década para os prémios de cinema e televisão, atribuídos pela imprensa estrangeira em Hollywood. Este fantástico número obtido pela edição de 2017 dos Golden Globes, cujo grande vencedor foi a comédia musical "La La Land", com sete galardões, invertem a tendência a que se tem vindo a assistir nos últimos anos, de queda das audiências televisivas das grandes cerimónias de entrega de prémios na América, incluindo os Óscares, os Grammys e os Emmys.

Jimmy Fallon, humorista e estrela do "Late Night" com o seu nome, conduziu toda a emissão, tal como já o fizeram Ricky Gervais, Tina Fey e Amy Poehler, entre outros. Numa noite de aplausos, “La La Land: Melodia de Amor” foi quem mais os mereceu, ao consagrar-se grande vencedor. O musical de Damien Chazelle conseguiu arrecadar todos os prémios para os quais estava nomeado: Melhor Filme – Comédia ou Musical; Melhor Ator – Comédia ou Musical (Ryan Gosling), Melhor Atriz – Comédia ou Musical (Emma Stone); Melhor Argumento; Melhor Banda-Sonora Original e Melhor Canção Original. Com as suas sete vitórias, “La La Land: Melodia de Amor” quebra o recorde de filme com mais prémios de sempre na história dos Golden Globes. E este estrondoso triunfo coloca-o na linha da frente para a corrida aos Óscar.

Mas houve outra grande surpresa: Mahershala Ali perdeu o galardão de melhor ator secundário em cinema por “Moonligh” para Aaron Taylor-Johnson, por “Animais Noturnos”, o surpreendente thriller de Tom Ford. Viola Davis mereceu o Golden Globe pelo seu desempenho no filme “Vedações”. Por seu turno, Casey Affleck foi eleito o melhor ator - drama por “Manchester by the sea” e Isabelle Huppert acabou galardoada com o prémio de melhor atriz – drama, ultrapassando Natalie Portman (por “Jackie”) e Amy Adams (por “O Primeiro Encontro”), duas das interpretações femininas mais consideradas.

Por sua vez, Meryl Streep foi homenageada com o prémio carreira, pelo seu trabalho. No seu discurso, um dos mais notáveis da noite, Streep não quis deixar de lado um conjunto diversificado de atores e de atrizes que partilham do facto de terem nascido em várias localidades dos Estados Unidos e do mundo, numa referência a Donald Trump. Além disso, ainda criticou a América do Presidente Trump que está por vir, sendo aclamada com emoção ao vivo e, a posteriori, nas redes sociais por colegas e fãs.
Mas fiquem com o registo dos vencedores:

CINEMA

MELHOR FILME – Drama
“Moonlight”

MELHOR ACTRIZ – Drama
Isabelle Huppert por “Ela”

MELHOR ACTOR – Drama
Casey Affleck por “Manchester by the Sea”

MELHOR FILME – Comédia ou Musical
“La La Land: Melodia de Amor”

MELHOR ACTRIZ – Comédia ou Musical
Emma Stone por “La La Land: Melodia de Amor”

MELHOR ACTOR – Comédia ou Musical
Ryan Gosling por “La La Land: Melodia de Amor”

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA
Viola Davis por “Vedações”

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO
Aaron Taylor Johnson por “Animais Noturnos”

MELHOR REALIZADOR
Damien Chazelle por “La La Land: Melodia de Amor”

MELHOR ARGUMENTO
Damien Chazelle por “La La Land: Melodia de Amor”

MELHOR FILME – Animação
“Zootrópolis”

MELHOR FILME – Estrangeiro
“Ela” (França)

MELHOR BANDA-SONORA ORIGINAL
Justin Hurwitz por “La La Land: Melodia de Amor”

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“City of Stars” em “La La Land: Melodia de Amor”

TELEVISÃO

MELHOR SÉRIE – Drama
“The Crown”

MELHOR ACTRIZ – Drama
Claire Foy por “The Crown”

MELHOR ACTOR – Drama
Billy Bob Thornton por “Goliath”

MELHOR SÉRIE – Comédia ou Musical
“Atlanta”

MELHOR ACTRIZ – Comédia ou Musical
Tracee Ellis Ross por “Black-ish”

MELHOR ACTOR – Comédia ou Musical
Donald Glover por “Atlanta”

MELHOR MINI-SÉRIE OU TELEFILME
“The People v. O.J. Simpson: American Crime Story”

MELHOR ACTRIZ – Mini-série ou Telefilme
Sarah Paulson por “The People v. O.J. Simpson”

MELHOR ACTOR – Mini-série ou Telefilme
Tom Hiddleston por “The Night Manager”

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA em série, mini-série ou telefilme
Olivia Colman por “The Night Manager”

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO em série, mini-série ou telefilme
Hugh Laurie por “The Night Manager”


PRÉMIO CECIL B. DEMILLE
Meryl Streep

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Um ano não começa bem sem um bom calendário para o reger... E eis aqui dois excelentes!

O Calendário Pirelli 2017 mostra actrizes em fotos sem retoques por Peter Lindbergh. A seleção de mulheres "reais" feita pelo fotógrafo inclui Nicole Kidman, Kate Winslet e Helen Mirren.

Nada de modelos estonteantes, portanto, nem o uso de Photoshop em demasia: a edição deste ano do Calendário Pirelli traz 15 mulheres bem reais, sem retoques de imagem. A intenção de Peter Lindbergh foi enviar "uma contra-mensagem ao falso ideal de beleza da indústria". E adianta: “Numa época em que as mulheres são apresentadas pelos media e por toda parte como embaixadoras da perfeição e da beleza, pensei que seria importante lembrar a todos que existe uma beleza diferente, mais real e autêntica, e não manipulada pela propaganda ou outra coisa qualquer. Uma beleza que fala da individualidade, da coragem de ser quem se é e da sensibilidade”.
O fotógrafo alemão torna-se o primeiro fotógrafo a ser chamado três vezes para a criação do produto, este ano já na sua 44ª edição. Com o título "Emocional", o calendário de 2017 não é, garante Lindbergh, "sobre corpos perfeitos, mas sobre a sensibilidade e a emoção, desnudando a alma das protagonistas, que ficam mais nuas do que o nu”. Para contribuir ainda mais com a proposta do shooting, nada de grandes produções de roupa, maquilhagem ou cabelos.





A seleção feita pelo fotógrafo conta com Penélope Cruz, Uma Thurman, Lupita Nyong’o, Alicia Vikander, Robin Wright, Julianne Moore, Rooney Mara, Jessica Chastain, Charlotte Rampling, Zhang Ziyi, e Léa Seydoux, além da participação especial de Anastasia Ignatova, professora de teoria política em Moscovo, na Rússia, e das três já mencionadas.

As sessões fotográficas foram realizadas entre Maio e Junho de 2016, em cinco locais diferentes: Berlim, Los Angeles, Nova Iorque, Londres e na praia francesa de Le Touquet. O resultado é um calendário composto por 40 fotografias ─ incluindo retratos e ambientes ─ tiradas não só no estúdio, mas também em vários espaços metropolitanos e cenários ao ar livre, como ruas, fast foods e hotéis decadentes.



Num outro registo, a Central Models, a Antiga Barbearia de Bairro e o Flying Studios uniram-se e lançaram o Calendário Central da Antiga Barbearia de Bairro 2017. O Tempo e os Sinais dos Tempos; Barbas e Barbearias; O Efémero e o Eterno; O Comércio Tradicional, as Cidades e o Turismo; A Imagem e a Beleza; Os Costumes e as Modas. Estes foram os temas que serviram de base a uma ideia conjunta que se materializou na produção deste calendário.

Com a participação de um vasto leque de notáveis modelos e actores nacionais, as belíssimas imagens falam por si, desafiando-nos a interrogar se a Tradição já não é o que era… e a equacionarmos a nossa relação com o passado, presente e futuro.

“O olhar atento para as antigas barbearias nos bairros típicos portugueses, tem sido o mote de inspiração para o recuperar de hábitos e produtos meio adormecidos no tempo. Depois do pincel, creme e sabão de barba, chegou a vez do calendário, que sempre vimos pendurado nas nossas barbearias, ter também o nosso olhar”, afirma Luís Pereira, da Antiga Barbearia de Bairro.

A lista de participantes é imensa: do lado dos actores temos Adelaide Sousa, Fernando Luís, Joana Aguiar, Júlia Palha, Kelly Bailey, Paulo Pires, Ricardo Carriço, Sofia Baessa e Virgílio Castelo. Quanto aos modelos, são eles: Angelina Pavlishina, Ana Casian, Astrid Werding, Catarina Lynce, Cheyenne, Cláudio, Clem, Daniela Hanganu, Dariia, Débora Sabbo, Diana Neto, Elsa, Francisco Cipriano, Gonçalo Teixeira, Inês Ramos, João Lima, Margarita, Matilde Reymão, Miléne Veiga, Oksana, Pedro Guedes, Pedro Martin, Raquel Prates, Ricardo Cotovio, Ricardo Guedes, Telma Santos.



Ricardo Santos, fotógrafo do Flying Studios, remata: “o processo criativo é fruto da nossa negociação com o mundo e este projecto está cheio de desafios que, com uma linguagem despretensiosa, ajudámos a realizar. Uma experiência única, que transformámos em oportunidade.”

Agora, é só procurar um deles e pendurar numa parede...

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Segundo a Pantone, este tom de verde amarelado promete tingir a moda e a beleza durante todo o ano. Greenery, a cor do ano de 2017 é, no fundo, um verde musgo misturado com um amarelo intenso. É isso o que afirma a Pantone, fornecedora profissional de padrões de cores para a indústria da moda e do design.

"Sabemos o tipo de mundo em que estamos a viver, que é muito stressante e tenso", disse Leatrice Eiseman, Diretora Executiva do Pantone Color Institute. "Esta é a cor da esperança e da nossa ligação com a natureza. Ela remete ao que chamamos de palavras «re»: regenerar, refrescar, revitalizar, renovar… Todas as Primaveras entramos num novo ciclo. É algo como olhar para a frente".

Para além deste, a Pantone revelou mais 9 tons que devem predominar em 2017 no seu «2017 Fashion Color Report», um dossier que prevê dez tonalidades que serão tendência, com base no que foi visto em todos os desfiles de moda.



Tal como aconteceu em anos anteriores, com o Radiant Orchid (tom eleito em 2013), Verde Esmeralda (em 2014), o Marsala (em 2015) e o Rose Quartz/ Serenity no ano passado, o Greenery (Pantone 15-0343) vai influenciar as tendências na moda, na publicidade, no design e na decoração. Para usar esta cor, a Pantone recomenda a combinação com cores neutras, tons claros, pastéis, metálicos ou tons mais escuros de verde.

Prontos para aderir ao verde este ano?

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Ashton Kutcher, de 38 anos, é um dos actores mais bem pagos da actualidade e, por isso, pode bem permitir-se possuir alguns luxos na vida, como ter um super carro com motorista privado. Sim, na sua atitude cool, recorre ao Uber. Porquê? Há cinco anos, ele e o seu colega Guy Oseary (43 anos), produtor musical de Madonna e dos U2, investiram cerca de 500.000 dólares nessa então "startup" de boleias. Tendo adquirido uma fatia minoritária do aplicativo de transporte privado urbano, hoje vale mais de 100 vezes o valor investido. Que tal? Mas Kutcher não se contém, pois neste carro, ele é o chefe. “Na verdade, não estamos a abalar as empresas de táxi, estamos a mexer com a ideia de ser-se dono do carro”, diz Kutcher.

E não se ficaram por aí. Sócios na firma de investimentos A-Grade Investments, já fizeram render o seu dinheiro no Airbnb, Spotify, Pinterest, Shazam, Warby Parker e apostaram em "startups" valiosas e ainda em formação, como Zenefits e Flexport. Como se pode provar (e comprovar), esta dupla não só pratica arte com excelência, mas também sabe de empreendedorismo. O portfólio de Kutcher e de Oseary totaliza mais de 70 investimentos.

Por isso, achei por bem partilhar estas dicas, já que estamos a começar um novo ano. E embora sejam originalmente direccionadas para o investimento, podem muito bem ser aplicadas em vários outros aspectos da nossa vida. Ora vejam…



1 – Aposte em si mesmo
“Eu prefiro apostar em mim sempre que posso elevar uma marca, aportar algo, mais do que, basicamente, ficar na retaguarda da empresa”, defende Kutcher

2- Avance com ousadia

Não tenha medo de ignorar os pensamentos convencionais. Oseary explica que quando Ashton lhe apresentou a Airbnb, ele fez tudo o que não se deve fazer: apostou cada cêntimo do que tinha na empresa.

3- Esteja sempre disponível
Mesmo tratando-se de Ashton Kutcher, ele procura estar sempre disponível para os fundadores das em+resas em que investe. “Cada um dos nossos parceiros tem os nossos telefones ao alcance da mão. Eles podem entrar em contacto a qualquer momento das 24 horas do dia”, explicou.



4- Se não acrescentar valor, saia

Kutcher diz lembrar-se de quando recusou a parceria da Airware, uma companhia responsável por sistemas operacionais de drones, apesar de ter gostado muito. “Para aplicar a sua habilidade, é preciso entender o que se está a fazer. O espaço que se ocupa sem acrescentar muito pode ser usado por alguém que tem fibra e entende do mesmo”, afirmou Kutcher.

5- Mantenha sempre a mente aberta
“Boas ideias fluem de lugares inesperados. É preciso manter a mente aberta para novas propostas, novos negócios e visões”, disse Oseary.

6- Faça a diferença

Se os retornos são grandes, isso é fantástico. E se eles não forem, é bom também. “Nós devemos passar o tempo de nossas vidas a fazer algo que gostamos e fazendo com que as nossas ações tornem o mundo um lugar melhor, com pessoas melhores”, afirmou Kutcher.

E tenham um bom 2017!

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Nesta recta final de 2016, eis dois bons filmes a não perder nos cinemas…

"Beleza Colateral"

Após uma tragédia pessoal à qual não assistimos, Howard (Will Smith) entra em depressão e passa a escrever cartas para a Morte, o Tempo e o Amor - algo que preocupa seus amigos, e que vem sendo consequência dos seus quase dois anos de apatia e desinteresse total. Mas o que parece impossível, acaba por se tornar realidade quando estas três partes do universo lhe decidem responder... Morte (Helen Mirren), Tempo (Jacob Latimore) e Amor (Keira Knightley) vão tentar devolver o interesse pelo valor da vida ao protagonista.

Desde a morte da sua filha, Howard demonstra uma completa incapacidade de gerir a empresa de publicidade que dividia com os outros três sócios e amigos: Whit (Edward Norton), Claire (Kate Winslet) e Simon (Michael Peña). Como pretendiam salvar a empresa, eles contratam uma investigadora particular (Ann Dowd) para seguir Howard, para que possam provar que ele está incapaz de exercer as funções de gestor da empresa e, portanto, deixar de ser sócio maioritário. Ao descobrirem que Howard escreve a três entidades maiores: o tempo, o amor e a morte, os amigos vão fazer de tudo não só para provar a sua incapacidade, mas sobretudo, em lhe devolver o interessa pela vida.

Qual é a ideia do trio? Contratar três atores para desempenhar estes papéis, fazendo com que Howard sinta que só ele os consegue ver... Pelo meio, Howard ainda consegue conectar-se com uma mulher em luto pela morte da sua filha (Naomie Harris), que dirige um grupo de terapia.

O elenco é sublime, conforme podem ver. O enredo é, no mínimo, original, e o desenrolar é arrebatador. E quando já nos preparávamos para nos desligarmos do clímax crescente, eis que surge uma desconcertante reviravolta. Não percam este filme compulsivamente sedutor na sua abordagem.


"Passageiros"

Eis uma proposta para quem gosta de ficção científica, embora mais do que um filme do género, se trata antes de um filme romântico passado numa nave e no futuro…

A nave espacial Avalon segue a sua viagem de 120 anos entre a Terra e o local de estabelecimento da colónia Homestead II. A bordo vão cinco mil colonos em estado de hibernação, para não sofrerem os efeitos da passagem do tempo. Contudo, algo corre mal no trajeto e ao atravessar um campo de meteoritos a nave é danificada. Um dos efeitos dos danos resulta no acordar prematuramente Jim Preston (Chris Pratt), um engenheiro mecânico que procurava na nova colónia um recomeço de vida. Convencido de que estaria prestes a chegar à sua nova casa, Jim rapidamente percebe que acordou demasiado cedo. Com ele, desperta também Aurora Lane (Jennifer Lawrence), uma jovem e bela jornalista que procura ser a primeira a escrever sobre as colónias terrestres noutros planetas.

No fundo, eles são dois passageiros que acordam 90 anos antes do tempo programado. Sozinhos, Jim e Aurora começam a estreitar o seu relacionamento. Mas a sua paz é ameaçada quando descobrem que a nave está a correr um sério risco e que eles são os únicos capazes de salvar os mais de cinco mil colegas em sono profundo…
Neste futuro, temos naves espaciais capazes de viajar perto da velocidade da luz, estabelecer colónias noutros planetas e hibernação durante centenas de anos. Contudo, não deixamos de ser humanos, com dúvidas existenciais e a viver com as nossas emoções… Por isso, Passageiros acaba por ser um filme romântico passado no espaço, seguindo mesmo a lógica clássica dos filmes do género: rapaz conhece rapariga; apaixonam-se; algo ocorre que provoca a zanga e a separação de ambos; no final, um acto superior de amor acontece para voltar a reunir o casal, levando-o numa relação ainda mais forte. Aqui, pelo meio, temos ainda o acordar de uma terceira personagem, o Chefe Gus (Laurence Fishburne), que surge para dar ao casal os conhecimentos necessários para resolverem os problemas que enfrentam.

O realizador Morten Tyldum (o mesmo de “O Jogo da Imitação”) proporciona-nos um filme bem feito e com excelentes momentos visuais. Resulta particularmente belo e aflitivo o momento em que Jennifer Lawrence luta por sobreviver numa piscina sob efeito da gravidade zero. Mas, como disse, a dinâmica do filme assenta, em grande medida, na ligação amorosa entre Jim e Aurora.
O elenco do filme é pequeno. Ao longo do filme, apenas quatro personagens interagem entre si. Chris Pratt é exímio, variando de dramático a engraçado, e Jennifer Lawrence vai excelente, como em qualquer papel que lhe dêem e a química entre ambos resulta. O barman androide Arthur, interpretado por Michael Sheen, funciona bem como escape humorístico. Lawrence Fishburne tem uma intervenção breve, mas importante. Temos ainda uma brevíssima aparição de Andy Garcia como comandante da Avalon.

“Passageiros” é um bom filme. Está longe de ser perfeito, mas consegue se manter interessante grande parte do tempo. Tudo é bem produzido e o final surpreende…


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O estuário do Tejo é uma das maiores zonas húmidas da Europa e o maior santuário de vida selvagem do país. Por desempenhar um papel de grande relevo nacional e internacional na conservação de aves aquáticas, que aqui encontram condições óptimas para invernada, nidificação ou como suporte às rotas migratórias, resolvi dar-lhe o devido destaque aqui no blog.

A Reserva Natural do Estuário do Tejo inclui uma extensa superfície de águas estuarinas, campos de vasas recortados por esteiros, mouchões, sapais, salinas e terrenos aluvionares agrícolas (lezírias). Insere-se na zona mais a montante do estuário, distribuindo-se pelos concelhos de Alcochete, Benavente e Vila Franca de Xira e não excedendo os 11 m de altitude e a profundidade de 10 m.

Nas suas margens desenvolve-se o sapal, cuja comunidade florística vive sob a influência das águas trazidas pela maré. Região de grande produtividade a nível de poliquetas, moluscos e crustáceos, constitui um autêntico "jardim de infância" para várias espécies de peixes, como é o caso do linguado Solea solea e do robalo Dicentrarchus labrax. De entre as espécies sedentárias, tipicamente estuarinas, salienta-se o caboz-da-areia Pomatoschistus minutus e o camarão-mouro Crangon crangon. Para peixes migradores, como a lampreia-marinha Petromyzon marinus, a savelha Allosa falax e a enguia Anguilla anguilla, esta zona do rio Tejo é local de transição entre o meio marinho e o fluvial.

Com tudo, é a avifauna aquática que atribui ao estuário do Tejo o estatuto da mais importante zona húmida do país e uma das mais importantes da Europa. Para que tenham uma ideia, os efectivos de espécies invernantes chegam a atingir cerca de 120.000 indivíduos. As contagens, regularmente efetuadas, indicam que invernam nesta Área Protegida mais de 10.000 anatídeos (vulgarmente chamados de "patos") e 50.000 limícolas (ou seja, aves que se alimentam nos sedimentos), das quais se destaca o alfaiate Recurvirostra avosetta, com um número que pode ascender a 25% da população invernante na Europa e que é o símbolo da Reserva. Porém, muitas outras espécies conferem igualmente a riqueza biológica e o valor para a conservação da natureza desta região, nomeadamente o flamingo Phoenicopterus roseus, o ganso-bravo Anser anser, o pilrito-de-peito-preto ou comum Calidris alpina e o milherango Limosa limosa. A RNET (Reserva Natural do Estuário do Tejo), para além de acolher estas concentrações internacionalmente importantes, pensa-se que suporta ainda 40 a 50% da população reprodutora nacional da Águia-sapeira (Circus aeruginosus). É obra!

Por isso, está de parabéns! Com os seus 40 anos, é também uma das zonas protegidas com maior longevidade. E a melhor altura para a observação das aves decorre de meados de Novembro a finais de Março. Portanto, estamos na época ideal. Uma vez aqui, pode observar-se uma grande variedade de espécies, tais como alfaiates, flamingos, patos, garças, maçaricos, pilritos, gansos, etc. Mais informações em www.evoa.pt


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Eis dois dos filmes mais “loucos” deste Natal…

“Festa de Natal da empresa”
Quando a Diretora-Geral (Jennifer Aniston) tenta encerrar a sucursal do seu irmão folião, ele (T.J. Miller) e o seu diretor-técnico (Jason Bateman) reúnem os colegas de trabalho e tentam dar a mais estrondosa festa de Natal de forma a impressionar um potencial cliente a fechar um negócio que poderá vir a salvar os seus empregos. “Festa de Natal da Empresa” é a mais recente comédia dos realizadores Josh Gordon e Will Speck (a dupla responsável por “A Glória dos Campeões” ou "A Troca") e conta com também a participação de Kate McKinnon, Olivia Munn, Jillian Bell, Rob Corddry, Vanessa Bayer, Randall Park, Sam Richardson, Jamie Chung e Courtney B. Vance.

Com a morte do pai, os irmãos Carol e Clay Vanston disputam o controlo da empresa familiar. Apesar de ambos ocuparem um lugar fundamental na companhia, não há forma de os fazer concordar seja no que for. Cansada de ver o irmão mais preocupado em encontrar novas formas de diversão do que em gerir o negócio, Carol tenta encerrar a sucursal gerida por Clay. O irmão resolve ripostar: para impressionar um potencial cliente para levá-lo a fechar um negócio rentável, organiza a mais doida e espectacular festa de Natal alguma vez realizada. Contudo, e como já seria de esperar num evento organizado por uma equipa da sucursal como aquela, a festa rapidamente fica fora de controlo…

Esta é uma comédia para adultos que, para além de marcar o regresso de Jennifer Aniston à grande tela, é definitivamente pouco “correta” para a época. Mas muito divertida!

“Porquê Ele?”

Ned (Bryan Cranston) leva a família inteira para visitar a querida filha Stephanie (Zoey Deutch) durante as férias do Natal, mas ao encontrá-la, entra em conflito com o namorado dela (James Franco), um excêntrico que ficou rico por causa da internet.
Stephanie Fleming, jovem estudante universitária, recebe a visita da família no Natal em Stanford, na California. Ora, o que os pais não esperavam era que ela estivesse a viver com um namorado rico e famoso, Laird Mayhew, um magnata bem-intencionado, mas pouco dotado a interacções sociais normais. É esta sua peculiar característica que leva a que o pai forme uma intensa rivalidade com ele, que só se vem a agravar ainda mais quando, num glamoroso ambiente high-tech, descobre que Mayhew quer pedir a mão da sua filha em casamento.

Um filme de John Hamburg, que escreveu a saga “Um Sogro do Pior” e realizou filmes como “Romance Arriscado” ou “És o Maior, Meu!”. Opõe James Franco a Bryan Cranston, o actor que se notabilizou pelos talentos dramáticos na série de TV “Breaking Bad”. Além destes, o elenco inclui Zoey Deutch, filha da actriz Lea Thompson, no papel de Stephanie; Megan Mullally, de “Will & Grace”, como a sua mãe; entre outros nomes.

Um filme também pouco próprio para esta época natalícia, mas sumamente divertido.

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Mais uma edição que saiu. Mais alguns anseios acalmados... Afinal, acaba-se por esperar sempre algum tempo por uma revista deste gabarito, já que é trimestral.

E se, de facto, "F is…for Family reunion in Christmas time", esta é a revista que vos vai fazer companhia nestas Festas e ser partilhada por todos.

Mais uma vez, esta edição continua a ter duas capas, uma para Portugal, outra para Angola, porque se trata de duas mulheres com M maiúsculo em cada país: Catarina Furtado, de dimensão mundial, gere uma carreira que vai mais além do universo televisivo; Karina Barbosa, por seu turno, faz parte da história da moda angolana e é uma empresária de sucesso. Duas mulheres empreendedoras que a todos inspiram…

Por se tratar de uma edição especial Deco, aborda as principais tendências de decoração para 2017, bem como mostra o lado "Deco" de marcas de moda como a Fendi ou a Loewe. Apresenta, ainda, confidências e reflexões de reconhecidos arquitectos de interiores como Dino Alves ou Gracinha Viterbo.

Também porque a F Magazine Luxury só enaltece o bom-gosto, dá-nos a conhecer as avenidas mais luxuosas do mundo, ideais para compras, bem como sugere viagens para destinos opostos, entre o calor de Angola e o frio das melhores estâncias de ski.

Como temas mais intemporais, podemos ficar a conhecer o passado desconhecido das marcas mais famosas ou descobrir as bibliotecas mais encantadoras do mundo.

E, claro, por estarmos na época natalícia, na temática gourmet temos duas receitas do chef Vítor Sobral, os ingredientes mais luxuosos que se podem encontrar, assim como os melhores e mais exclusivos restaurantes do globo.

Há mesmo muito para ver e ler nesta nova edição. A descobrir, numa banca perto de vocês...


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Reinventar as princesas da Disney é algo constante e eu tenho dado prova disso. Certamente, por terem feito parte da infância de muitas gerações... E depois de terem ganho inúmeras versões, com o sexo trocado até zombies, agora é a vez delas se transformarem nos signos do Zodíaco.

O talentoso artista e obviamente fã da Disney - Grodansnagel-, ilustrou uma incrível coleção de signos do Zodíaco. O ilustrador conseguiu transformar os signos originais do Zodíaco em versões mais lúdicas, usando a imaginação, as suas habilidades e a sua própria distorção pessoal do universo Disney. Embora não tenha apresentado motivos para cada escolha, algumas das opções parecem realmente combinar com a personalidade e o estilo das personagens.

Dêem uma olhada e confiram o vosso signo como nunca viram antes…

A índia Pocahontas recebeu o arco e flecha do signo de Sagitário



Quem melhor do que Ariel, de "A Pequena Sereia", para ilustrar Peixes?



Oa Escorpinianos são tidos como sensuais e misteriosos, dois pontos que combinam com Jasmine, de "Aladdin"



A gentil “Branca de Neve” tornou-se o signo de Aquário



As duas facetas distintas de Mulan no filme fizeram com que ela ficasse perfeita para representar Gémeos



A princesa Aurora, de "A Bela Adormecida", calma e sonhadora, foi escolhida para ser o signo de Virgem



Mégara, de "Hércules", tem uma personalidade forte, divertida e sabe usar o seu charme... será que se assemelha aos leoninos?



Bela, de "A Bela e o Monstro", incorporou o signo de Carneiro



Os capricornianos são geralmente descritos como pessoas ambiciosas e apaixonadas pelo trabalho, o que pode ter motivado a escolha de Jane, de "Tarzan", para representar o signo



Rapunzel, de "Entrelaçados", foi imaginada como o signo de Balança, talvez por ter passado pela difícil escolha de ficar segura em casa ou conhecer o mundo lá fora...



Nas ilustrações, Tiana, de "A Princesa e o Sapo", personifica Caranguejo



E Cinderela foi retratada como Touro

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